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Alta da prévia entre dezembro e janeiro é consequência do avanço da taxa nos três subíndices do IGP-M
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Alta da prévia entre dezembro e janeiro é consequência do avanço da taxa nos três subíndices do IGP-M

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e usado no reajuste de contratos de aluguel, registrou na primeira prévia de janeiro uma inflação de 0,86%. O resultado é considerado superior à taxa de 0,2% obtida em dezembro de 2016 e de acordo com a FGV, o IGP-M acumula uma taxa de 6,88% em 12 meses. É importante ressaltar que a primeira prévia de janeiro de 2017 do Índice, foi calculada com base nos preços coletados durante os dias 21 e 31 de dezembro do ano passado.

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Estima-se que a alta da prévia entre dezembro e janeiro, seja consequência do avanço da taxa   nos três subíndices que integram o IGP-M, uma vez que todos apresentaram alta no período analisado. Segundo a FGV,  o Índice de Preços ao Produto Amplo, que mede o atacado, a inflação subiu de 0,3% em dezembro de 2016 para 1,13% em janeiro de 2017.

O Índice de Preços ao Consumidor, responsável por medir o varejo, passou de uma queda de preços de 0,02% em dezembro, para um aumento de 0,4% em janeiro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção evoluiu de 0,12% para 0,22% no mesmo período.

Empregos na Construção

Informações divulgadas pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram queda de 14,5% no nível de emprego na construção civil no acumulado de 12 meses até novembro de 2016, contribuindo para um saldo negativo de 437 mil postos de trabalho.

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Um corte de 461.849 vagas em todo o País ocorreu entre janeiro a novembro de 2016. Estipula-se que cerca de 26.917 vagas foram fechadas em novembro, desconsiderando os efeitos sazonais. Também foi registrada em novembro uma queda de 2,20% no nível de emprego em comparação a outubro do mesmo ano, havendo assim, a 26ª queda consecutiva no indicador que apura as vagas de trabalho na construção civil.

A fragilidade do mercado de trabalho afetou praticamente todas as regiões do Brasil, mas em especial o Norte e o Centro-Oeste, com retração de 3,71% e 2,67%, considerados os piores resultados.

Quedas

Foram detectadas no mês de novembro de 2016 as maiores quedas de 3,73% e 3,31%, respectivamente, no segmento de preparação de terreno e infraestrutura.  Ao longo do ano e contra o mesmo período do ano anterior, o segmento imobiliário foi o que mais regrediu, com retração de 17,66%, seguido pela preparação de terreno, com queda de 14,77% no período analisado. 

O fechamento de mais de 58 mil postos de trabalho e o agravamento do desemprego na construção já eram esperados pelo setor, que registrou queda contínua na taxa do volume de obras. De acordo com o sindicato, a tendência é que o volume de novas obras continue diminuindo nos próximos meses, mas que medidas emergenciais e reformas microeconômicas podem ajudar a amenizar a situação.

* Contém informações da Agência Brasil

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