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Além do endividamento, o número de inadimplência também caiu, segundo a pesquisa. Se comparado a dezembro do ano passado, a queda de famílias inadimplentes caiu 0,2%, ou seja, passou de 23,2% para 23%; veja mais

Brasil Econômico

Mais da metade das famílias brasileiras fechou o ano endividadas; já as inadimplentes somam mais de 20%
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Mais da metade das famílias brasileiras fechou o ano endividadas; já as inadimplentes somam mais de 20%

Apesar do cenário brasileiro de crise econômica, dados levantados pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) afirmam que o percentual de famílias brasileiras endividadas encerrou em 56,6%, o menor índice desde maio de 2012.

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Os dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) ainda mostram que, em novembro deste ano, a taxa chegou a 57,3%. A fim de comparar o cenário atual com o do ano anterior, a Confederação afirmou que no mês de dezembro de 2015, o nível de percentual endividamento de famílias atingiu 61,1%.

Um número elevado de endividados consequentemente esbarra na questão da inadimplência, outro fator melhorado neste ano também, segundo a entidade. Se comparado a dezembro do ano passado, a queda de inadimplência caiu 0,2%, ou seja, passou de 23,2% para 23%.

Ainda que 2016 mostre avanços com os dados a partir de maio de 2012, o número de brasileiros que se dizem "muito endividados" no final deste ano aumentou para 13,8% - um pouco maior do que os 13,5% encontrados no mesmo período do ano passado.

Já as famílias que revelaram que não vão conseguir pagar suas contas e dívidas chegam a 8,7% do total das entrevistadas, o mesmo percentual encontrado em 2015. Entretanto, o número de dezembro mostra uma queda desse percentual em relação ao mês novembro deste ano, que era de 9,1%. Em dezembro do ano passado, o índice foi de 13,5%.

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"Apesar da desaceleração da inflação, a manutenção do crédito caro, aliada ao alto nível de desemprego, limita o consumo e, consequentemente, reduz os níveis de endividamento. Contudo, em médio prazo, não deve haver um recuo mais intenso dos indicadores de inadimplência devido às condições econômicas adversas", explica o economista da CNC, Bruno Fernandes.

O economista ainda revelou o motivo pelo qual o cartão de crédito ainda é o maior vilão dos endividados, totalizando um percentual de 77,1% das dívidas e, também por quê 21,5% das famílias brasileiras têm mais da metade da renda voltada ao pagamento delas.

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Seguido do cartão de crédito, o segundo e o terceiro maiores tipos de dívida das famílias brasileiras são o de carnê e o de financiamento de carro, 14,4% e 10,4%, respectivamente.

*Com informações da Agência Brasil