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Modalidade registrou alta de 0,26% em novembro, segundo pesquisa; maior elevação foi registrada pelo empréstimo pessoal junto a financeiras

Um dos principais meios de consumo para pessoa física, o cartão de crédito segue com altas cobranças de juros. De acordo com a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), os juros do cartão de crédito aumentaram 0,26% e ficaram em 459,53% ao ano em novembro. Na rolagem da dívida, a taxa ao mês atingiu 15,43%.

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Na média, a taxa de juros para pessoa física, que soma os juros do cartão de crédito , do comércio, do cheque especial, de financiamento de automóveis e empréstimos, ficou estável em 8,2% ao mês e em 157,47% ao ano, a menor desde agosto. Depois do cartão, a modalidade mais onerosa para o consumidor é o cheque especial , com taxa de 12,56% ao mês e 313,63% ao ano. Os juros no modelo tiveram alta de 0,40% em novembro. 

Apesar de alta dos juros do cartão de crédito, maior elevação foi registrada pelo empréstimo pessoal junto a financeiras
Marcos Santos/USP Imagens
Apesar de alta dos juros do cartão de crédito, maior elevação foi registrada pelo empréstimo pessoal junto a financeiras

A maior elevação do período foi registrada pelo  empréstimo pessoal junto a financeiras, com aumento de 0,95% em novembro. A modalidade prevê cobranças de 8,35% ao mês e 161,79% ao ano. O recuo de 1,28% no empréstimo pessoal bancário possibilitou a estabilidade da taxa média no período. Nesse tipo de financiamento, a taxa ao mês passou para 4,62%, atingindo 71,94% ao ano.

Em novembro, o custo do crédito no comércio teve alta de 0,68% na comparação com outubro. A taxa alcançou 5,90% ao mês e 98,95% ao ano. O juro sobre o Crédito Direito ao Consumidor (CDC), oferecido pelos bancos para a compra de automóveis também ficou estável. A taxa segue como a mais baixa, de 2,32% ao mês e 31,68% ao ano. No comércio, o custo de crédito 

Impacto da Selic

Para o diretor executivo de estudos e pesquisas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, oas taxas de juros devem ser reduzidas apenas no começo de 2017, como efeito do corte de 0,25% da Selic , a taxa básica de juros, pelo Banco Central. "Com certeza essa queda, eventualmente, será repassada para as taxas de juros das operações de crédito e será observada na próxima pesquisa de juros, a ser divulgada em janeiro de 2017", explica.

Em nota, Oliveira afirmou que a baixa efetuada pelo BC no último dia de novembro ainda não causou um impacto no mercado. Para ele, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve decidir por novas reduções "tendo em vista a melhora das expectativas quanto à redução da inflação bem como na melhora fiscal".

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No entanto, o executivo alerta que a manutenção dos altos índices de inadimplência pode influenciar os juros do mercado, tanto para pessoas físicas, quanto jurídicas. De acordo com a Anefac, a taxa Selic passou de 7,25% para 13,75%, de março de 2013 a novembro deste ano. No mesmo período, a taxa média de juros passou de 87,97% para 157,47%.

Pessoa Jurídica

Duas das três linhas de crédito usadas por empresas apresentaram elevação. Na médica, a taxa de juros para pessoa jurídica ficou em 4,82% ao mês e 75,93% ao ano. A modalidade Desconto de Duplicata apresentou alta de 0,61%, passando para 3,29% ao mês e 47,47% ao ano. Na conta garantida, o aumento foi de 0,35%, ao atingir 8,5% ao mês e 166,17% ao ano. 

Em relação à tomada para capital de giro, houve redução de 1,1%, como taxa de 2,67% ao mies e 37,03% ao ano, o menor resultado desde março deste ano. Assim como os juros do cartão de crédito para pessoa física, a taxa média para pessoas jurídicas também apresentou alta, passando para 75,93% em novembro.

* Com informações da Agência Brasil.