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Empreendedores devem ser pessoas confiantes e positivas para não arruinar seu negócio

A abertura de um negócio próprio envolve diversas etapas. Da escolha da atividade que pretende empreender até a  do local para abrir a operação, tudo deve ser analisado e estruturado para que o investimento torne-se rentável.

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De janeiro a julho de 2016 o número de abertura de empresas chegou a 1.199.373, segundo levantamento do Serasa Experian e ressalta que mesmo em ano de crise, o empreendedor brasileiro mostrou-se disposto a investir.  Para ajudar quem está procurando um ponto comercial para locação ou para compra, o Brasil Econômico conversou com empresários e especialistas em mercado imobiliário para facilitar a busca.

Planejamento em primeiro lugar

Ter conhecimento profundo sobre o setor que pretende atuar é o primeiro passo para quem pretende abrir o próprio negócio, é o que afirma o sócio-diretor da ba}EXPANSÃO, Guilherme Siriani. “O que tenho aconselhado diariamente aos empreendedores é que eles tenham embasamento suficiente de seu negócio. Com essa compreensão, será mais fácil encontrar o local ideal para montar a operação”, disse.

Para Siriani a estruturação de um negócio leva tempo, logo, quanto mais cautela o investidor tiver na hora de formatar o negócio, melhor será a decisão sobre a escolha do ponto comercial. “Se for uma operação de alimentação, por exemplo, o empreendedor deve escolher um local com bom fluxo de consumidores que andem pelo local a procura de algo para se alimentar”. No segmento de serviços a premissa é um pouco diferente, já que operações do setor de serviços como sapatarias e lavanderias, por exemplo, devem estar mais próximos aos bairros, uma vez que o consumidor costuma procurar por esses locais quando retorna do trabalho. “Por isso que enfatizo a importância de analisar muito bem o tipo de negócio que vai investir. Com esse conhecimento, as tomadas de decisão são menos propensas ao erro”.

Siriani afirmou que a pressa é inimiga da perfeição e que antes de começar a negociação sobre a locação ou compra do ponto comercial, passar alguns dias analisando a região e conversando com outros empresários que ali estão, é palavra de ordem antes de abrir as portas ao consumidor.

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Garantia de sucesso

A consultora de Expansão da Acerte Franchising, Elaine Damásio, ressaltou a importância do planejamento antes da escolha do ponto comercial. A especialista afirmou também que o Geomarketing é uma ferramenta importante para encontrar o local que trará retorno ao investidor. “O ideal é a empresa ter um software de geomarketing. Na Acerte utilizamos o Geofusion para obter alguns indicadores como: índice de verticalização, renda média, polos geradores, potencial de consumo, mapeamento da concorrência e as oportunidades de expansão da rede dentro do território pretendido”, disse ela.

O uso da tecnologia é capaz de identificar características que poderiam passar despercebidas por muitos. “No ramo de serviços, como por exemplo, o de lavanderia, o ponto a ser analisado tem que ter visibilidade, estar no sentido casa x centro, sendo sempre do lado direito da quadra, maior número de geradores de tráfego, facilidade de estacionamento, histórico do antigo inquilino, mapeamento dos concorrentes e avaliação se é viável montar mais uma lavanderia no território”, enfatizou a especialista.

Ao ressaltar a importância da escolha do local em que a empresa vai operar, Elaine mencionou o impacto e seu setor de atuação, o franchising. “O ponto comercial representa 70% do negócio e os outros 30% é o atendimento”, disse.

Regiões em expansão

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Na opinião do o sócio-diretor da ba}EXPANSÃO, Guilherme Siriani, regiões como a Mooca e São Caetano, são locais ideias para investir


Na opinião do o sócio-diretor da ba}EXPANSÃO, Guilherme Siriani, regiões como a Mooca, na zona leste de São Paulo e São Caetano, no ABC Paulista, são locais que tem despontado como promissores para abertura de um negócio. “A Mooca já tinha algumas ruas comerciais interessantes e agora têm surgido outras. Em São Caetano aconteceu algo parecido, já que o que antes era conhecido como uma região só de escritório, passou a ter uma tendência de consumo agora”, explicou ao que enfatizou. “Passe algum dias no local que tem interesse em abrir o negócio e analise o comportamento de quem passa por ali”.

Com a palavra, o empresário

A atuar em shopping centers a rede de franquias Patroni – rede de franquia de pizzas, carnes e massas, tem como estratégia para aproveitar os melhores espaços nas praças de alimentação, estocar esses pontos comerciais, mesmo não tendo franqueados no local. “A gente se encarrega de identificar todas as informações estratégicas dos shoppings com potencial de crescimento, para depois ofertar aos franqueados”, afirmou ao Brasil Econômico, o fundador da rede, Rubens Augusto.

Diferente do que em anos interiores, a locação de um ponto comercial dentro de um shopping está menos traumática ao investidor, já que os shoppings estão  mais receptivos as negociações. “Tem que analisar a viabilidade do projeto. Quando o custo total do local for de 15%, ele é considerado viável”, explicou Augusto.

Como bom empreendedor que é o dono da Patroni já ampliou sua forma de atuação, ao lançar o formato express e recentemente abriu um restaurante com a temática da máfia italiana. “É um projeto piloto, mas já estamos analisando a viabilidade do expandir o projeto”, disse.

Rubens Augusto ressaltou que para investir em momentos de crise, o ideal é que se faça por meio do franchising. “Os dados de mortalidade das franquias são quase nulos e o investidor não fica sozinho na empreitada, ele conta com o apoio da franqueadora. Da escolha do ponto comercial até na administração, estamos sempre ao lado do franqueado”, concluiu ele.

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