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Conheça os cuidados que uma pessoa deve ter antes de emprestar o cartão de crédito a um amigo; cuidado: as consequências podem ser desagradáveis

Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostrou que quase 40% dos brasileiros já pediram o nome emprestado para fazer compras no cartão de crédito. Na maioria dos casos, elas recorreram aos amigos e/ou familiares quando se viram diante de algum tipo de imprevito ou com o nome sujo. Participaram do levantamento 674 consumidores brasileiros, acima de 18 anos, e dos sexos feminino e masculino.

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O problema, apontou o estudo, é que na maioria das vezes, o cartão de crédito foi usado na compra de itens que não eram realmente necessários. Geralmente o nome emprestado é usado na compra de calçados (21,6%), smartphones (17,7%) e até brinquedos (14,5%). Alimentos e compras de supermercado ocupam só o quinto lugar.  

Quatro em cada dez brasileiros já pediram o nome emprestado para fazer compras no cartão de crédito
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Quatro em cada dez brasileiros já pediram o nome emprestado para fazer compras no cartão de crédito

Quem empresta seu cartão de crédito para outra pessoa deve conhecer os riscos. Uma atitude gentil pode causar uma grande dor de cabeça, porque se a pessoa que tomou o cartão de crédito emprestado não quitar suas dívidas, quem terá que arcar com as despesas contraídas é o titular do cartão. Se o tomador do empréstimo for irresponsável, é quem emprestou o cartão que terá que assumir todas as consequências jurídicas e financeiras. 

Por isso, economistas aconselham a nunca emprestar cartões de crédito para outras pessoas. Quem nega um pedido como esse impede que o amigo ou familiar se envolva em compromissos que não pode honrar, especialmente se esse amigo ou familiar já tiver outras dívidas. 

Contudo, se a razão do pedido e da compra for realmente importante e a pessoa decidir emprestar o cartão ou o cheque a um colega ou parente, ela deve ter em mente que é ela quem vai pagar a conta, caso algo dê errado. Logo, é importante que ela tenha uma reserva de emergência para resolver o problema e não ter que recorrer ao rotativo ou ao cheque especial. O risco de se enrolar, nesse caso, é grande e as coisas podem ficar ainda piores. Outra dica importante é sempre checar se o nome está sujo  antes de fazer o empréstimo. 

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Já o tomador do empréstimo deve se perguntar se a compra que deseja realizar é realmente necessária, se conseguirá pagar o amigo gentil, se ele conhece sua condição financeira e se o nome que vai pegar emprestado, de fato, será útil para pagar alguém ou algum estabelecimento que esteja fazendo cobranças.  Se ele não responder "sim" a todas essas questões, então deve pensar em outra opção.

*Com informações do Estadão Conteúdo