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União vai garantir o contrato do Estado do Rio de Janeiro com o BNDES para a finalização das obras da linha 4 do metrô

Estadão Conteúdo

O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia da União a contrato do Estado do Rio de Janeiro com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no valor de R$ 444,811 milhões. Conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), a autorização foi concedida em caráter excepcional e os contratos de garantia e de vinculação de receitas atrelados ao financiamento terão a interveniência do BNDES, Bradesco e Banco do Brasil.

Linha 4, que não deve ficar pronta até os Jogos Olímpicos, receberá última parcela do BNDES
Estefan Radovicz / Agência O Dia
Linha 4, que não deve ficar pronta até os Jogos Olímpicos, receberá última parcela do BNDES

O despacho é assinado pelo ministro da Fazenda em exercício, Dyogo Henrique de Oliveira, e o recurso do financiamento será destinado ao último lote de investimentos para a implantação da Linha 4 do metrô da cidade do Rio.

A aprovação da verba, aguardada desde setembro do ano passado, foi realizada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) na última sexta-feira (26). Na semana anterior, as autoridades cariocas chegaram a afirmar que, sem os recursos, a obra prevista na matriz de responsabilidades para os Jogos Olímpicos poderiam não ser concluídas a tempo. Ao todo a obra está orçada em R$ 10,3 bilhões e tem também financiamento do Banco do Brasil no valor de R$ 1,6 bilhão.

Para as Olimpíadas?

A expectativa de fluxo durante a competição é de cerca de 27 mil pessoas. Após o evento, a previsão é que a linha 4 receba diariamente 300 mil pessoas. Ao todo, o metrô da capital fluminense passará a contar com quase 60 km de extensão com a nova linha, que será operada pela concessionária RioBarra. A empresa investiu cerca de R$ 1,2 bilhão na compra de trens e outros investimentos.

Apesar das liberações, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, teria reconhecido a agentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) que o projeto tem "risco elevado" de não ser finalizado a tempo. As alternativas em estudo seriam a operação parcial da linha e a liberação de vias exclusivas para ônibus

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