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Franchising teve alta de 8,3%, superior a de 2014 (7,7%), porém ficou abaixo da inflação; setor movimentou R$ 139,6 bilhões

O franchising brasileiro fechou 2015 com 8,3% de crescimento, atingindo o faturamento de R$ 139,6 bilhões no ano. Os valores, divulgados nesta sexta-feira (29) pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), mostram alta na comparação com o ano anterior, mas também apontam para uma queda real de 2,18%, se descontada a inflação acumulada de 10,67% (IPCA). Em 2014, o franchising havia crescido 7,7%, superando o índice inflacionário de 6,40%.

Série de crescimento nominal do faturamento do franchising
Divulgação/ABF
Série de crescimento nominal do faturamento do franchising


Na atual conjuntura econômica – contemplando todas as dificuldades de perda de poder de compra, alta do desemprego e quedas nominais de atividade em diversas áreas – o setor de franquias considera que 2015 foi um ano de bons resultados. Grande parte disso devido a uma maior capilaridade das redes, que cresceu em regiões com menos penetração e até em cidades com menos de 50 mil habitantes. "É o que a gente chama de interiorização. O franchising está se deslocando e aparecendo nesses lugares como uma opção ao desemprego, sempre se caracterizou como um plano b ao mercado de trabalho", explica Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado da ABF.

O balanço de 2015 revelou que o crescimento do setor se deu de maneira mais acentuada nas regiões Nordeste e Centro-Oeste em relação ao Sudeste, tradicional centro de negócio do País que continua liderando. Como reflexo disso, a presença do franchising nos municípios brasileiros atingiu 40% no ano passado, ante a 37% em 2014, com franquias em 2.243 cidades.

Grande parte do avanço setorial, ainda não contabilizado no estudo, vem dos modelos enxutos. Presentes em forma de novas redes ou em versões adaptadas de marcas já estabelecidas no franchising, as microfranquias foram o destaque de um 2015 com menos volume de investimento. Na opinião da presidente da ABF, Cristina, a rapidez com que os novos modelos surgiram não representam risco considerável às operações. "Temos observado um perfil de franqueado mais preparado, mais criterioso, com mais informações obre os negócios", afirma.

Acessórios Pessoais e Calçados crescem mais

De acordo com a pesquisa, Acessórios Pessoais e Calçados apresentou a maior variação de receita, crescendo 12,0% na comparação com 2014. Marcas como Óticas Carol, Óticas Diniz, Chilli Beans, Carmen Steffens e Havaianas são exemplos dessa expansão.

Registrando um crescimento de 10,2%, Negócios, Serviços e Outros Varejos ficou na segunda posição. Os destaques deste segmento são AM PM Mini Market, BR Mania, Correios, Dia% e Seguralta – Bolsa de Seguros.

Hotelaria e Turismo alcançou o terceiro lugar, com faturamento 9,0% maior. As marcas que representam o segmento são CVC Brasil, TAM Viagens, Accor Hospitality, Flytour Franchising e CI.

Novas redes

Os dados do estudo indicam que existem no País mais de 3 mil marcas em operação, registrando um aumento de 4,5% no número de redes em relação a 2014. Dessas, 95% são de origem nacional. Em 2015, 131 novas marcas de diferentes segmentos iniciaram operações de franchising.

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