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Na sexta-feira, Guedes reclamou do relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) sobre a Previdência, dizendo que ele cedeu a lobby do centrão e de Rodrigo Maia

Bolsonaro em reunião com Maia e Guedes
Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro não quer criar farpas entre Paulo Guedes e Rodrigo Maia em prol da aprovação da reforma da Previdência


O presidente Jair Bolsonaro minimizou, neste sábado (15), as divergências entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre a reforma da Previdência.  Neste sábado, Bolsonaro ameaçou demitir o presidente do BNDES, Joaquim Levy . Ele disse que Levy "não vem sendo leal" a ele. 

"A bola da Previdência está com o Parlamento. A nossa bancada do PSL, a gente orienta de uma forma. Se perder no voto paciência, vamos respeitar", respondeu ao ser perguntado sobre a troca de farpas entre os dois.

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Na sexta-feira, Guedes reclamou do relatório apresentado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) sobre a Previdência, dizendo que ele cedeu a lobby e pode ter abortado a reforma. Maia rebateu. Disse que o governo virou uma "usina de crises" e que o Parlamento vai aprovar a Previdência, "apesar do governo". 

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"É natural, em casa a gente briga às vezes, com filhos", disse, ao ser questionado sobre a irritação gerada no Congresso com as declarações de Guedes. 

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Questionado se o Congresso não se convenceu disso, ele respondeu que não "há obediência cega" à Presidência. 

"Não pode falar em Congresso quando apenas eu, o Guedes, o Alcolumbre, o Maia falam. O Congresso é um corpo, eu passei por lá 28 anos, que não tem obediência cega a quem quer ocupe a Presidência, sobretudo em temas sensíveis como a reforma da Previdência ".