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Devido a orientação de isolamento social para conter a Covid-19, o Brasil ainda não chegou ao nível de países como Itália, Espanha e Estados Unidos, que tem, além de um alto número de infectados, uma taxa de mortalidade maior. 

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caixão aberto
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caixão aberto

Em São Paulo, principal epicentro da Covid-19 no País, todavia, funerárias particulares já registram aumento na quantidade de óbitos da ordem de 10% a 20% nas últimas semanas. As informações são do Terra .

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O representante de um dos grandes serviços funerários de São Paulo, que realizava cerca de 20 sepultamentos por dia e atingiu a média de 30 recentemente, explicou que os números ainda são tímidos diante da situação.

"O impacto maior que estamos vivendo ainda é a questão do medo. Muitos profissionais têm receio de contaminação, principalmente, por causa da família". 

Essa cautela é presente na rotina dos trabalhadores do setor, que têm usado trajes especiais, completamente vedados, com máscaras para o rosto. Em alguns casos, até as luvas são duplas.

Já Lourival Panhozzi, presidente do Sefesp - Sindicato das Empresas Funerárias do Estado de São Paulo -, alega que a alta é observada apenas em algumas regiões. Segundo ele, ainda não é uma realidade do mercado.

"Esse impacto na nossa atividade ainda não é tão grande porque tivemos menos acidentes e menos cirurgias. A elevação do novo coronavírus (Sars-coV-2) acaba se equilibrando com a queda em outras ocorrências", afirmou.

O governo VS Covid-19

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Aloisio Mauricio/Fotoarena/Agência O Globo
Bruno Covas, prefeito de São Paulo

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Na última segunda-feira (30), a Prefeitura de São Paulo anunciou que aumentará a frota de veículos para translado de corpos devido à pandemia de Covid-19 . De 36, o número passou para 56 carros. 10 deles são exclusivamente para atender vítimas de ou suspeitas do novo coronavírus. Além disso, 220 sepultadores temporários foram contratados. 

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