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Ibovespa fechou o pregão em alta de 1,23%, a 105.817 pontos, e renovou a máxima histórica; cotação da moeda americana é a menor em quatro meses

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados - 10.7.19
Nesta quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados dá continuidade às discussões sobre a reforma da Previdência

As expectativas pela votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados levou a Bolsa de Valores (B3) a bater mais um recorde nesta quarta-feira (10). O Ibovespa, principal indicador de desempenho do mercado brasileiro, fechou o dia em alta de 1,23%, a 105.817 pontos. A cotação do dólar recuou 0,7%, chegando a R$ 3,7590, o menor valor desde março.

É o quinto pregão consecutivo em que o índice registra variação positiva. O Ibovespa bateu a marca histórica dos 100 mil pontos em 19 de junho, um dia marcado pela última reunião do Federal Reserve (ou Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) e por debates sobre a reforma da Previdência na comissão especial da Câmara.

Na seção de hoje, quanto ao externo, se destacaram as declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, ao Congresso dos EUA. Powell disse que o banco agirá "conforme apropriado" para sustentar o crescimento da economia norte-americana, o que aumentou as expectativas por um corte nas taxas de juros ainda neste mês.

Isso pode ser positivo para o Brasil – e, mais especificamente, para a Bolsa – porque juros mais baixos nos Estados Unidos tendem a levar recursos hoje investidos nos norte-americanos para outros países.

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Apesar do bom desempenho, o recorde da Bolsa brasileira é apenas nominal, e não real. Levando em conta a inflação , o Ibovespa ainda está longe do patamar registrado em maio de 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Lula (PT): 73.516 pontos. Naquela época, o País registrava bons resultados na economia e vivia a descoberta do pré-sal, além de contar com um ambiente externo favorável.