Trump respondeu à China, que ameaçou também aumentar tarifas sobre produtos dos EUA:
Divulgação/Casa Branca
Trump respondeu à China, que ameaçou também aumentar tarifas sobre produtos dos EUA: "só vai piorar as coisas"


Após o presidente americano, Donald Trump, romper trégua na guerra comercial com a China e aumentar de 10% para 25% tarifas sobre produtos , o dólar opera em alta nesta segunda-feira (13), alcançando os R$ 4.

O aumento de tensão entre os Estados Unidos e a China assusta o mercado financeiro. Às 9h15 de hoje, o dólar  subia 1,32%, vendido a R$ 3,9972. Na última sexta-feira (10), a cotação da moeda norte-americana recuou 0,17%, sendo vendida a R$ 3,9452.

A alta da moeda acontece logo depois de Trump advertiu  a China a não fazer retaliações contra o a umento nas tarifas imposto por ele. Segundo uma publicação do presidente em sua conta no Twitter, uma escalada desta guerra comercial entre Pequim e Washington "só piorará as coisas". No recado, Trump acrescentou que os consumidores americanos não vão pagar por qualquer aumento nas taxas. 

"Não há motivo para o consumidor dos EUA pagar as tarifas, que entram em vigor sobre a China hoje... a China não deveria retaliar - só vai piorar!", escreveu, acrescentando que as tarifas podem ser evitadas se as indústrias mudarem a produção da China para outros países.





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Mais cedo, também nesta segunda-feira (13) o governo da China afirmou que nunca se renderá às pressões externas, mas não chegou a anunciar como Pequim reagirá depois que Washington renovou sua ameaça de impor tarifas sobre todas as importações chinesas em uma crescente disputa comercial.

“Dissemos muitas vezes que a adição de tarifas não resolve nenhum problema. A China nunca se renderá à pressão externa. Temos a confiança e a capacidade de proteger nossos direitos legais e legítimos ”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Geng Shuang, respondendo a uma pergunta sobre a ameaça de Trump de taxar todas as importações chinesas .

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Na sexta-feira passada, logo após o governo americano ampilar as tarifas sobre US$ 200 bilhões em importações da China, Pequim respondeu prometendo tomar as "contra-medidas necessárias". No sábado, Trump elevou ao máximo a pressão sobre a China ao ordenar que o representante comercial americano Robert Lighthizer inicie o procedimento para elevar as tarifas aduaneiras sobre todas as importações procedentes do país asiático.

"Eu digo abertamente ao presidente Xi e a todos os meus muitos amigos na China que a China será afetada com força se vocês não fizerem um acordo, porque as empresas serão forçadas a deixar a China e ir para outros países. Caro demais comprar na China. Vocês tinham um ótimo acordo, quase finalizado, e voltaram atrás", tuitou Trump nesta segunda-feira.

Entenda a guerra comercial entre Eua e China

A atual guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo está turvando os mercados e pesando nas projeções para o crescimento global. Os futuros de ações dos EUA caíram, apontando para uma grande queda na abertura em Nova York, e os mercados registraram queda na Europa e na Ásia nesta segunda-feira, com os investidores aguardando a próxima fase da escalada da guerra comercial entre os dois países.

Trump emitiu uma enxurrada de comentários sobre as relações comerciais entre EUA e China: foram pelo menos 30 tweets ou retweets postados desde sexta-feira, dia em que a última rodada de negociações comerciais entre as duas nações foi concluída. Talvez de olho na eleição de 2020, o presidente e seus assessores insistam que o renovado conflito não afetará negativamente a economia dos EUA, colocando-os em desacordo com muitos economistas.

O principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, previu que o impacto sobre os empregos e o crescimento dos EUA de tarifas mais altas sobre produtos chineses seria de ‘minimis’, embora tenha admitndo que ambos os lados sofrerão com a guerra comercial.

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Nenhuma data foi marcada para novas conversas. mas é provável que Trump se encontraria com o presidente chinês Xi Jinping durante a reunião do G20 em Osaka, no Japão, no final de junho, disse Kudlow.

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