No Twitter, Trump disse que as negociações entre EUA e China continuarão acontecendo
Divulgação/Casa Branca
No Twitter, Trump disse que as negociações entre EUA e China continuarão acontecendo


Os Estados Unidos colocaram em prática, nesta sexta-feira (10), o aumento de tarifas de importação em produtos chineses, conforme o presidente Donald Trump havia ameaçado fazer no último domingo (5)

A medida, que sobe de 10% para 25% as tarifas sobre US$ 200 bilhões em produtos da China,  esfria ainda mais as negociações dos EUA com o governo chinês. As conversas eram uma tentativa dea conter a guerra comercial entre as duas maiores economias mundiais, que foi iniciada por Trump no ano passado e se arrasta desde então. 

A elevação das tarifas passou a vigorar a partir da 0h01 de Washington (1h01 de Brasília), apesar de negociadores americanos e chineses terem se encontrado na quinta-feira (9). Pouco antes da meia-noite, fontes da Casa Branca informaram que as novas tarifas, que incidirão sobre mais de cinco mil produtos chineses, entrariam em vigor conforme o programado.

As conversas entre EUA e China continuarão na manhã desta sexta-feira (10) em Washington.

Reação da China

Apesar de as negociações comerciais entre os dois países continuarem em andamento, a entrada em vigor das novas tarifas aos produtos importados da China gerou uma resposta imediata de Pequim, que prometeu tomar “medidas de represália”.

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Em comunicado, o Ministério do Comércio da China disse lamentar que precisará retaliar a decisão americana, embora não tenha especificado quais medidas tomará. “A China não terá outra opção que tomar as necessárias medidas de represália”, assinalou o Ministério do Comércio chinês pouco depois da meia-noite (horário de Washington).

No fim de dezembro, Trump havia concordado em suspender o aumento  para permitir negociações comerciais entre os dois países, imersos desde o ano passado em uma guerra comercial que ameaça a economia mundial. Agora, estimando que as negociações não estão avançando o suficiente e questionando a boa fé dos negociadores chineses, decidiu aplicá-los.

A reativação do confronto comercial entre os dois poderes perturbou os mercados financeiros mundiais durante toda a semana, que oscilaram entre quedas e melhorias.

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Em entrevista à televisão pública chinesa antes do início da rodada de negociações de quinta-feira, Liu He disse que um aumento nas tarifas seria "prejudicial" para as duas economias. Mesmo assim, a autoridade chinesa estimou que as negociações eram "promissoras" e assegurou que ele viajou a Washington "com sinceridade". Indiretamente, o vice-premiê chinês estava se referindo a alegações de Lighthizer e Mnuchin de que a China voltou atrás em acordos alcançados nas sessões de negociação anteriores, em Pequim. Segundo ele, essas acusações eram infundadas.

Analistas nos EUA ainda acreditam que o acordo será fechado nos termos anteriormente previstos, com respeito à propriedade intelectual, queda nas tarifas e lista negativa de investimentos na China – para empresas americanas atuarem em solo chinês. A avaliação é que Trump concedeu um prazo muito curto – até esta sexta (10)– para o fechamento de qualquer acordo mais alentado e agora, afirmam os especialistas, a alta da tarifa deve seguir temporariamente até que Washington e Pequim cheguem a um consenso. 

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