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Pesquisadores desenvolveram dispositivo do tamanho de um livro capaz de aumentar a velocidade da internet por meio de um processamento não linear

Brasil Econômico

Pesquisadores desenvolveram dispositivo de fibra óptica do tamanho de um livro capaz de processamento não linear
Pixabay/Creative Commons
Pesquisadores desenvolveram dispositivo de fibra óptica do tamanho de um livro capaz de processamento não linear

Os pesquisadores podem ter feito um avanço significativo na fibra óptica que poderia levar a custos mais baixos, menor consumo de energia e velocidades ainda mais rápidas para o envio de informações sobre conexões de internet de alta velocidade

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Liderados por Michael Vasilyev, professor de engenharia elétrica da Universidade do Texas Arlington, e Taras I. Lakoba, professor de matemática na Universidade de Vermont, os pesquisadores desenvolveram um dispositivo óptico, do tamanho aproximado de um livro capaz de realizar um processamento óptico não linear.

Isso permite que vários feixes de luz se autocorrijam sem interferir outros feixes. Pesquisas anteriores descobriram que o processamento de fibra óptica não linear tem a capacidade de processar informações a velocidades milhares de vezes mais rápidas do que o que pode ser alcançado com eletricidade, mas isso só pode ser feito com um único feixe óptico. O novo dispositivo elimina essa limitação.

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A pesquisa poderia abrir caminho para realizar plenamente o potencial da fibra óptica, levando a velocidades de internet na faixa de terabits por segundo. De acordo com Vasilyev, a capacidade de seu experimento demonstrar com sucesso a eficácia do dispositivo com 16 canais foi limitada apenas pelas restrições do próprio laboratório. "Esta experiência abre as oportunidades para escalar o número de canais para mais de 100 sem aumentar o custo, tudo em um dispositivo de tamanho de livro", explica.

Eficiência

As configurações atuais utilizadas pelas empresas de telecomunicações exigem que os sinais ópticos sejam convertidos em sinais elétricos, usando dispositivos chamados de fotodetectores rápidos. Esses sinais elétricos são então processados ​​com circuitos baseados em silício e, finalmente, são convertidos novamente em sinais ópticos. Naturalmente, esse processo requer energia para completar.

Eliminar a necessidade dessa conversão fará com que os provedores de serviços de internet economizem muito dinheiro, ao mesmo tempo em que melhorará suas redes. Em um cenário ideal, a economia das empresas seria repassada para seus clientes, além de oferecer um melhor serviço.

O novo dispositivo desenvolvido pela equipe da Vasilyev é apenas uma das inovações que permitirão que a internet atinja novas alturas, e outros inovadores estão pensando ‘fora da caixa’ para ajudar no desenvolvimento. Uma empresa chamada Made in Space espera tornar seu nome uma realidade ao fabricar cabos ópticos no espaço para reduzir as impurezas e permitir a transferência de dados mais rápida.

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Em outros lugares, os pesquisadores também estão fazendo avanços tremendos na melhoria da velocidade da internet e da confiabilidade. A Nokia Bell Labs anunciou no ano passado que conseguiram alcançar velocidades de internet de até 1 Tbps em condições de "mundo real". Com um número cada vez maior de dispositivos que buscam velocidades de internet disponíveis, a capacidade de nossas capacidades de internet para acompanhar o desenvolvimento tecnológico será a chave para manter o progresso no caminho certo.

Com uma crescente rede de dispositivos inteligentes, como carros e casas, a fibra óptica, bem como a internet e sua onipresença tornaram-se um componente fundamental da vida moderna. Sua melhoria contínua é pelo menos tão importante quanto à descoberta de mais formas de utilizá-la.

 *Com tradução de futurism.com

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