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Exportação, Licenciamento, Joint Venture, Franquias e Propriedade Direta (lojas próprias); veja alguns cases de expansão de marcas franqueadoras

Brasil Econômico

A rede Giraffas optou por, antes de expandir para franquias, abrir lojas próprias no exterior
Divulgação
A rede Giraffas optou por, antes de expandir para franquias, abrir lojas próprias no exterior

O franchising brasileiro no exterior, a chamada internacionalização, está em franca expansão. Muitas das vezes sob a estratégia de diversificar a operação, apostando em um país que ofereça melhores condições de mercado, são esperadas 180 marcas franqueadoras nacionais operando fora das fronteiras em 2016.

Apesar de não ser tão simples como abrir unidades franqueadas no Brasil,  por conta de barreiras linguísticas e de legislação, o processo de internacionalização pode ser dar de diversas maneiras.  Os mecanismos mais utilizados são: exportação, licenciamento, joint venture, f ranquias e propriedade direta (lojas próprias) — algumas delas sem a necessidade de presença física no destino da franquia.

Licenciamento - iGUi Piscinas

Um exemplo que ilustra três dos processos citados acima é a iGUi Piscinas, começando pelo licenciamento.  Atualmente consolidados no mercado sul-americano – na Argentina, majoritariamente – a marca começou à distância, apenas autorizando a venda das piscinas e de outros dos seus produtos por meio de franqueadores argentinos. 

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A marca também exportou suas piscinas para clientes de países como o Paraguai, fazendo o caminho direto a partir das fábricas em território brasileiro. No entanto, posteriormente com polos de produção no exterior (atualmente são cerca de 40), a iGui passou a franquear lojas para estrangeiros. A partir deste momento, estruturas de gestão foram criadas nestes países.

Propriedade Direta - Giraffas

Em 2006, com a marca mais do que consolidada em diversos Estados brasileiros, o Giraffas passou a estudar o mercado norte-americano de alimentação. A ideia era, e foi, entrar de cabeça e com lojas próprias no país de maior potencial consumidor do planeta. O mecanismo é o mais demorado dos já abordados aqui. Por conta disso só foi possível a inauguração da primeira unidade em julho de 2011, cinco anos depois, na Flórida. Esse modelo de internacionalização é mais conservador e tende a ser mais lucrativo, porém a expansão é mais lenta.

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O abastecimento dos restaurantes nos Estados Unidos é feito por uma empresa de logística local que centraliza praticamente todos os insumos necessários. As unidades do Giraffas não importam nada diretamente do Brasil. Até mesmo ingredientes típicos como guaraná, farinha, cerveja e vinhos são importados por distribuidores locais para, depois disso, serem revendidos para as lojas.

Mesmo após cinco anos no mercado, a maioria — 6 das 10 unidades Giraffas em território norte-americano — são unidades próprias da franqueadora. O movimento de transferência para franqueados começou em 2015, com propostas de continuar. 

Joint Venture - Ahoba Viagens e Innperium

A rede de franquias Ahoba Viagens nasceu já em parceria comercial com outra empresa. Juntamente com a Innperium, uma das principais redes de revenda de pacotes de viagem em todo o País, a empresa se consolidou no mercado por meio do processo de Joint Venture. 

Na prática da exploração do mercado, a Ahoba entrará com a venda direta de pacotes de viagem e a Innperium será a responsável pela expansão da rede com o capital humano. Parte da rede de profissionais da Innperium se tornaram franqueados da Ahoba, atuando como se fossem consultores e ajudando na expansão da franquia — ao mesmo tempo em que terão a oportunidade de fechar mais viagens.