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Na véspera do julgamento no TRF-4, o cenário do dólar foi diferente, com alta de 0,9%; moeda dos Estados Unidos fechou a terça-feira em R$ 3,23

Brasil Econômico

Julgamento deve influenciar a corrida para a presidência deste ano e se a queda do dólar continuará em curso
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Julgamento deve influenciar a corrida para a presidência deste ano e se a queda do dólar continuará em curso

O julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  (PT) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, teve início, na manhã desta quarta-feira (24) e já impactou a cotação do dólar. O cenário de investidores atentos ao resultado do julgamento resultou na queda de 1,49% do dólar, com a venda no valor de R$ 3,1898, por volta das 11h29.

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Embora o resultado desta manhã tenha sido de queda do dólar  em relação ao real, na véspera do julgamento de Lula , a moeda avançou 0,9% e foi vendido a R$ 3,2381. A variação é a maior alta desde o dia 12 de dezembro, quando o crescimento foi de 0,93%.

Julgamento do ex-presidente

Na primeira instância,  Lula foi condenado a cumprir nove anos e seis meses de prisão  por crimes de corrupção e lavagem configurados na alegada reserva para si do tríplex 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá (SP). Na sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, em julho do ano passado, a compra e reforma do imóvel foram oferecidas pela construtora OAS ao ex-presidente e representaram vantagem indevida no valor de R$ 2,4 milhões.

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Caso a condenação seja mantida nesta quarta-feira, o ex-presidente ainda terá uma gama de recursos no próprio TRF-4 (a depender de como será a decisão da 8ª Turma) antes de, em tese, ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e acabar sendo impedido de participar das eleições deste ano.

Além do recurso do petista, também serão julgados pelos desembargadores do TRF-4 o recurso do Ministério Público Federal (MPF), que  defende o aumento das penas impostas por Moro e a reversão da inocentação de outros três réus nessa ação penal.

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Serão analisadas ainda as contestações do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro (condenado a 10 anos e 8 meses), do ex-diretor da empreiteira Agenor Franklin Magalhães Medeiros (condenado a 6 anos), e do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto (que foi absolvido, mas requer troca dos fundamentos da sentença).

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