Tamanho do texto

São também conhecidos como juros capitalizados, porque o valor deixa de ser uma taxa e passa a se tornar capital — ou seja, é o lucro sobre os juros

Brasil Econômico

Juros compostos são a razão de os baixos juros de automóveis resultarem em grandes diferenças ao fim do financiamento
Divulgação
Juros compostos são a razão de os baixos juros de automóveis resultarem em grandes diferenças ao fim do financiamento

Se você já fez algum financiamento ou comprou automóveis, eletrodomésticos e outros produtos a prestações, então já foi apresentado aos juros compostos. Eles são mais comuns do que se imagina, já que estão presentes na maioria das operações de compras: são os chamados juros sobre juros.

LEIA MAIS:  Consórcio ou financiamento? O que é melhor com a queda dos preços dos imóveis

Lembra daqueles juros baixos, de menos de um dígito, mas que no final te deram a sensação de estar pagando o dobro do preço que teria pago se comprasse à vista? Primeiro: não é impressão, é realidade. Segundo: são eles a explicação: novamente, juros compostos.

Os juros compostos  são frutos de um cálculo muito comum no sistema financeiro. São também conhecidos como juros capitalizados, porque o valor deixa de ser uma taxa e passa a se tornar capital — ou seja, o lucro sobre os juros. Explicando: os juros compostos atuais sempre são calculados com base nos juros anteriores, em um processo contínuo e cumulativo, criando um crescimento exponencial. Assim, mesmo os anúncios com juros baixos  — após várias parcelas — resultam em preços exorbitantes, chegando a quase dobrar o valor final.

LEIA MAIS: Veja três dicas para economizar nas compras pela internet

A tática usada para que o consumidor não perceba que está pagando juros compostos está no fato de o cálculo ser realizado sobre o valor total e o prazo do financiamento — só depois disso o montante é dividido entre as parcelas. Seria diferente se o cálculo fosse mostrado mês a mês, de forma que seria possível ver o valor da parcela crescer gradativamente. 

A fórmula citada anterior, com a apresentação de parcelas fixas, faz uso de um sistema também conhecido como amortização. Por definição, esse é um "processo de extinção de uma dívida por meio de pagamentos periódicos realizados em função de um planejamento". Ou seja, tudo é feito de modo que cada prestação passa a corresponder à soma do reembolso do capital ou do pagamento dos juros do saldo devedor, com os juros sempre calculados sobre o saldo devedor atual.

LEIA MAIS: Pagamento mínimo do cartão pode aumentar dívida em mais de 7x em um ano

Investimentos com juros compostos

Os juros compostos, no entanto, não são só utilizados para levar embora o seu dinheiro. Eles também são a regra de cálculo dos investimentos.  Em casos como a popular caderneta de poupança, o cálculo para rendimento não leva em consideração somente o montante investido inicialmente, mas também os rendimentos adquiridos por juros em em meses anteriores.