Huawei
Reprodução
Huawei mantém vila de US$ 1,5 bilhões e pode empregar 25 mil de pessoas

A criação de campus para pesquisa e desenvolvimento é uma marca da indústria da tecnologia noVale do Silício. São espaços gigantescos, como pequenas cidades, que recebem dezenas de milhares de funcionários diariamente. O Googleplex , em Mountain View, se tornou conhecido pelo estilo despojado dos escritórios; e o Apple Park , inaugurado recentemente, se destaca pelo formato de disco voador. Na China , a Huawei está replicando o modelo, mas com as dimensões do gigante asiático.

Leia também: Brasil deve retomar grau de investimento em breve, diz ministro

As obras na Vila Xiliubeipo começaram em 2016 e, apenas dois anos e quatro meses depois, o campus entrou em operação. O projeto da Huawei prevê 12 grandes edifícios – quatro deles ainda estão em construção – inspirados em cidades europeias, além de dezenas de prédios menores que abrigam serviços complementares, como restaurantes e cafés.

"Tradicionalmente, os países europeus ficaram conhecidos pelo compartilhamento do conhecimento. Nós acreditamos que somente conseguiremos oferecer as melhores experiências aos usuários se pudermos compartilhar conhecimentos entre os nossos funcionários", explicou Tungjen García, do time de comunicação da companhia. "A escolha dessa arquitetura tem esse lado filosófico", disse.

Visitantes se impressionam com os prédios inspirados na arquitetura de Paris — incluindo uma réplica de uma escultura do Palácio de Versailles —, na França; da milenar Universidade de Oxford, no Reino Unido; no Castelo de Heidelberg, na Alemanha; e na réplica da Ponte da Liberdade, em Budapeste, na Hungria.

O campus se espalha por impressionantes 1,27 milhão de metros quadrados na cidade de Dongguan, a cerca de uma hora de viagem da sede da companhia, em Shenzhen. Por comparação, o Apple Park ocupa uma área de 710 mil metros quadrados e o Googleplex, com outras propriedades da Alphabet em Mountain View, somam 1,040 milhão de metros quadrados.

O campus de Xiliubeipo é tão grande que abriga três linhas de trem, com 16 estações. Atualmente, o complexo abriga 15 mil funcionários, basicamente pesquisadores que atuam no desenvolvimento de tecnologias como serviços em nuvem, equipamentos de telecomunicações e produtos. Mas quando estiver concluído serão 25 mil trabalhadores.

"Nós temos 14 centros de pesquisa espalhados pelo mundo, em países como Rússia, Japão, Finlândia e Índia, mas o maior certamente está aqui", afirmou David Moheno, diretor de Comunicação da companhia para a América Latina. "Nós centralizamos a pesquisa e desenvolvimento aqui, com funcionários de várias nacionalidades", completou.

Maior fabricante de equipamentos de infraestrutura para redes de telecomunicações e segunda maior no mercado de smartphones , a Huawei está entre as empresas que mais investem em pesquisa e desenvolvimento no mundo.

Leia também: Petrobras supera Lava Jato e prioriza enxugamento de áreas menos rentáveis

Relatório elaborado pela União Europeia, referente a 2017, coloca a gigante chinesa na quinta posição do ranking global, com investimento de aproximadamente US$ 12 bilhões, atrás de Samsung, Alphabet, Volkswagen e Microsoft. Apenas a construção da vila de Xiliubeipo consumiu cerca de US$ 1,5 bilhão.

* O repórter viajou a convite da Huawei

    Veja Também

    Mais Recentes

      Mostrar mais

      Comentários