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Alta competitividade e baixo retorno nas transações empurram contas para o vermelho e empresa investe em carros autônomos para reverter o quadro

IstoÉ Dinheiro

Apesar de ser o aplicativo de transporte mais popular do mundo, a Uber não gera lucro . Em maio, a companhia divulgou um  prejuízo de US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2019, e a situação não deve mudar em breve, segundo o seu diretor de tecnologia, Thuan Pham. Em um evento na manhã desta terça-feira (9) em Hong Kong, o executivo afirmou que a empresa ainda levará “alguns anos” para se tornar rentável.

Motorista de Uber
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Até conseguir se tornar lucrativa, Até lá, a companhia busca expandir sua atuação para outros nichos de transporte

Pham apontou o alto nível de competitividade do setor de transportes e o baixo retorno que a Uber recebe das transações como principais motivos para as contas não saírem do vermelho. Além da rival norte-americana Lyft, a empresa também enfrenta a concorrência de empresas locais em grandes mercados, como a Ola, na Índia, e a chinesa Didi Chuxing.

“Temos concorrentes locais em todos os lugares tentando expandir agressivamente seus negócios, e temos que competir vigorosamente”, afirmou o diretor de tecnologia.

O modelo de negócio baseado em quantidade também impede o fechamento positivo dos balanços financeiros. Em sua palestra, Pham comparou a estratégia da Uber com a da Amazon, que também foca em gerar um grande volume transações de baixo valor financeiro para gerar lucratividade.

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“Nosso modelo é mais parecido com o Amazon, onde temos muitas transações com talvez alguns centavos por cada”, afirmou

Nos três primeiros meses de 2019, a companhia de Jeff Bezos reportou lucro de US$ 3,6 bilhões, mas somente depois de anos de contas no vermelho, principalmente pela estratégia de investimento em tecnologia e expansão agressiva para diversos centros.

Mas Uber já tem um plano para reverter o quadro. De acordo com o executivo, a companhia irá focar seus esforços no desenvolvimento de carros autônomos, apresentados como a grande virada para o mercado dos transportes para o próximo ano. Em abril, a Uber recebeu US$ 1 bilhão em uma rodada de negociações para expandir as pesquisas e projetos no segmento.

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“Quando está tecnologia funcionar o seu preço irá cair significativamente, então o mercado irá se expandir muito mais rápido. E nós temos um esforço ativo nesta tecnologia”, disse ele. Até lá, a companhia busca expandir sua atuação para outros nichos de transporte, como a Uber Eats e o mais recente Uber Bus, lançado no México e no Egito no ano passado. 

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