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Montagem de carro
Studio Cerri/Divulgação
Fiat Chrysler propõe fusão com a Renault que criaria terceira maior montadora do mundo

A Fiat Chrysler (FCA), de capital italiano e americano, apresentou nesta segunda-feira (27) uma proposta de fusão com a francesa Renault, o que criaria a  terceira maior montadora do mundo. O anúncio foi celebrado pelos investidores e também o governo francês. Juntas, elas têm um valor de mercado combinado de cerca de US$ 39 bilhões, o equivalente a cerca de € 35 bilhões. Na Europa, as ações de ambas operam em forte alta.

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De acordo com a proposta da Fiat para a Renault, o novo grupo pertenceria em 50% aos acionistas da empresa ítalo-americana e em 50% aos acionistas da montadora francesa.  As ações teriam cotações nas Bolsas de Nova York e Milão, explica a Fiat Chrysler em um comunicado. Os papéis da Renault negociados na Bolsa de Paris subiam 15,01% por volta de 10h00, enquanto os da Fiat Chrysler, listados em Milão, avançavam 11,24% no mesmo horário.

As linhas gerais do plano estipulam que a holding Exor NV , maior empresa de capital de risco da família Agnelli, fundadora da Fiat, teria a maior participação da nova empresa. O presidente da Fiat, John Elkann, deverá permanecer no cargo, enquanto o presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, será o diretor executivo, segundo fontes que preferiram não ser identificadas.

O conselho de administração da Renault se reunirá nesta segunda-feira para examinar a proposta de fusão, informou a montadora francesa em um comunicado publicado pouco depois do anúncio da proposta. Uma fonte próxima às negociações afirmou que não se espera uma decisão tão breve, o que deve "demorar dias, até semanas".

No início deste ano, durante o Salão de Automóveis de Detroit, Volks e Ford anunciaram uma aliança global com o objetivo de cortar custos. A parceria começa em 2022, com foco na venda de picapes e vans e poderá ser estendida a carros elétricos e autônomos.

As negociações entre as duas montadoras estão avançando sem a participação da Nissan, que têm uma parceira de 20 anos com a  Renault, e da Mitsubishi, o outro integrante da aliança. A Fiat condicionou as negociações de fusão à garantia de que a Renault não realizaria uma transação com a Nissan no curto prazo.

A Fiat Chrysler destaca que a fusão criaria o terceiro maior grupo automobilístico do mundo, com vendas anuais de 8,7 milhões de veículos e "uma forte presença em regiões e segmentos chave". 

O governo francês, dono de 15% da Renault e peça importante nas discussões, se mostra a favor da aliança, mas, segundo afirmou Sibeth Ndiaye, porta-voz do governo, "é necessário que as condições da fusão sejam favoráveis ao desenvolvimento econômico da Renault e evidentemente aos funcionários da montadora".

Com os aliados Nissan e Mitsubishi, a Renault constitui o maior grupo automobilístico mundial em termos de volume de vendas, com quase 10,76 milhões de unidades comercializadas ano passado, à frente da Vokswagen (10,6 milhões) e da Toyota (10,59 milhões). Em caso de acréscimo dos números da Fiat-Chrysler, a aliança estabeleceria uma grande distância para os rivais, com quase 16 milhões de veículos. No ano passado, a Renault vendeu 3,9 milhões de veículos; a Nissan, 5,65 milhões; e a Mitsubishi Motors, 1,22 milhão.

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A Fiat Chrysler indica que a linha de produção das duas empresas é "ampla e complementar, e daria uma cobertura completa ao mercado, do segmento de luxo até o segmento voltado para o grande público. Enquanto o grupo ítalo-americano tem um lucrativo negócio de caminhões e jipes na América do Norte, este vem apresentando prejuízos na Europa, onde pode ter dificuldade de acompanhar a regulação antipoluição. A Renault, por sua vez, é pioneira no setor de carros elétricos e seus motores contam com tecnologia relativamente eficaz no consumo de combustível, além de estar presente em mercados emergentes.

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