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Caixa vai recorrer a outros instrumentos para se enquadrar nas regras que visam aumento da segurança financeira e entram em vigor no próximo ano

Venda de carteiras de crédito a outras instituições financeiras será uma das medidas adotadas pela Caixa
Arquivo/Agência Brasil
Venda de carteiras de crédito a outras instituições financeiras será uma das medidas adotadas pela Caixa

A Caixa Econômica Federal decidiu não usar o empréstimo de R$ 15 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em 2018, mesmo com a necessidade de cumprir padrões mais altos de segurança financeira a partir do ano que vem. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo Conselho de Administração do banco.

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Por meio de nota, a Caixa disse que vai recorrer a outros instrumentos para se enquadrar nos requerimentos mínimos de capital que entrarão em vigor no próximo ano. O banco decidiu, por exemplo, vender carteiras de crédito a outras instituições financeiras, entre outras medidas. De acordo com o comunicado, a não utilização do socorro de R$ 15 bilhões de dívidas perpétuas do FGTS não prejudicará os programas sociais da instituição financeira.

“Com a atualização do plano, a Caixa assegura o cumprimento do seu planejamento para 2018, incluindo o orçamento previsto para habitação popular, sem a necessidade da emissão de instrumento de dívida junto ao FGTS”, destacou o comunicado.

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Aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado, o socorro do FGTS funcionaria como uma dívida perpétua. O fundo injetaria R$ 15 bilhões no banco e receberia juros do banco para sempre. Em troca, o dinheiro seria incorporado ao capital da instituição financeira, ampliando a capacidade de empréstimo de recursos.

Ainda segundo a instituição financeira, está sendo adotado um plano de contingência, desde o início de 2017, para aumentar a eficiência. Entre as ações, estão o corte de despesas, o ajuste de processos de alocação de capital e o aprimoramento da gestão da carteira de crédito com instrumentos mais sofisticado de análise de riscos de calote (por parte de tomadores de empréstimos).

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A instituição disse ainda que "o processo de ajuste é contínuo e permanente, conforme previsto no novo Planejamento Estratégico da Caixa”. A partir de 2019, os padrões internacionais de segurança bancária se tornarão mais rígidos para impedir que bancos quebrem, como na crise financeira de 2008. Para cada R$ 100 que emprestar, um banco precisará ter de R$ 10,50 a R$ 13 como patrimônio de referência para atender aos requisitos de capital mínimo.

*Com informações da Agência Brasil

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