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Homem ainda acusou empresa de racismo após ter embarque proibido; ideia era vestir camadas de roupas para evitar cobrança por excesso de bagagem

Passageiro publicou reclamação contra empresa British Airways no Twitter
Reprodução/Twitter
Passageiro publicou reclamação contra empresa British Airways no Twitter

Você já deve ter feito algo para economizar na hora de viajar, mas provavelmente nunca tomou uma atitude tão inusitada quanto a de Ryan Carney Williams. O homem tentou viajar de Keflavik, na Inslândia, para Londres, na Inglaterra, vestindo dez camisas e oito calças para evitar que a empresa aérea o cobrasse pelo excesso de bagagem.

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A tentativa do rapaz, no entanto, fez com que o barato acabasse saindo caro. A companhia aérea British Airways, responsável pela operação do voo que gerou toda a polêmica, impediu a entrada de Williams no avião da empresa .

Irritado por não ter conseguido embarcar, o homem publicou reclamações nas redes sociais, chegando até mesmo a insinuar que houve racismo por parte da companhia. "Sendo mantido no aeroporto de Keflavik porque eu não tinha bagagem. Vesti todas as roupas e mesmo assim não me deixam entrar. Perfil racial?", publicou no Twitter. Segundo o passageiro , ele também chegou a ser detido no aeroporto.

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Em declaração concedida ao jornal "Telegraph", Williams disse ter aguardado educadamente na fila. Quando o embarque foi recusado, a companhia chamou um segurança. "Foi quando eu comecei a filmar. O segurança tentou dar um tapa no telefone. Eu continuei filmando e disse que estava no meu direito. A polícia foi chamada e eu expliquei minha história", afirmou.

Por meio de nota, a companhia aérea negou que o caso tivesse qualquer relação com racismo. "Nossa decisão de negar o ingresso do passageiro não foi absolutamente baseada em raça. Nós não toleramos ameaças ou comportamento abusivo por parte de qualquer cliente e sempre iremos tomar as ações necessárias", disse uma porta-voz da British Airways. A empresa também informou ter devolvido todo o valor gasto pelo passageiro.

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Com o embarque vetado, Williams precisou esperar até o dia seguinte para voltar para a Inglaterra. Antes de conseguir pegar o voo , no entanto, ele teve sua entrada barrada em outro avião, dessa vez da Easy Jet, também pelo excesso de roupas. Apenas uma empresa aérea da Noruega aceitou o embarque do rapaz com várias camadas de calças e camisas. 

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