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Nutty Bavarian vai subsidiar taxa de franquia para refugiados que desejem participar, já incluindo o quiosque e a panela para preparação dos produtos

Brasil Econômico

Ideia da empresa é fazer com que refugiados consigam entrar para o time de franqueados como operadores de quiosques
Divulgação
Ideia da empresa é fazer com que refugiados consigam entrar para o time de franqueados como operadores de quiosques

A Nutty Bavarian, rede especializada em grãos torrados e glaceados, firmou uma parceira com o Instituto de Reintegração do Refugiado (Adus) para criar um projeto profissional que atenda refugiados vivendo no Brasil. A ideia foi lançar um modelo de "franquia solidária", voltada especialmente para essas pessoas.

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"O projeto com a Nutty Bavarian vai ao encontro da missão do Adus, que é a de promover a reintegração das pessoas em situação de refúgio no nosso país. Estamos muito felizes com a parceria", disse Marcelo Haydu, diretor geral do Adus, sobre o novo modelo de franquia .

De acordo com a diretora da Nutty Bavarian, Adriana Auriemo, a ideia é fazer com que os refugiados consigam entrar para o time de franqueados da empresa como operadores de quiosques. Ela afirma que, neste modelo, a empresa vai subsidiar a taxa de franquia, já incluindo o quiosque e a panela para preparação dos produtos. Além disso, a empresa também se esfoça em negociações de preços mais baixos com fornecedores de sistema e matéria-prima. 

"É uma oportunidade deles começarem algo com suporte e acompanhamento, o que é um benefício enorme pra quem vem de outro país, sem falar direito a língua, sem conhecer as regras do Brasil, sem o network tão necessário pra se ter um negócio próprio”, afirmou a diretora.

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A empresa assegura que o treinamento dado aos franqueados do modelo solidário será igual ao de todos os demais integrantes da rede. A primeira unidade das franquias do tipo foi inaugurada em novembro, em São Paulo. 

Segundo balanço da Agência Para Refugiados da ONU referente ao ano de 2016, cerca de 65,6 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar seus países, por diferentes tipos de conflitos. De acordo com o Ministério da Justiça, o Brasil registrou 9.552 imigrantes nessas condições, sendo 82 nacionalidades diferentes.

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O Adus já auxiliou mais de 5 mil pessoas em situação de refúgio a reconstruírem suas vidas no Brasil. O Instituto oferece aulas de português, cursos de qualificação profissional, apoio psicológico, inclusão no mercado de trabalho e workshops de gastronomia para ajudar na inserção destas pessoas na socidade brasileira. Agora, conta também com a parceria para o desenvolvimento da franquia solidária.

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