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WILSON DIAS-ABR
Os inevitáveis ​​declínios no comércio e na produção terão conseqüências dolorosas para famílias e empresas


O comércio internacional foi drenado, como resultado da pandemia da Covid-19, e pode estar a caminho de um colapso tão grave quanto o da Grande Depressão dos anos 30, informou a Organização Mundial do Comércio (OMC).

A OMC, responsável pelo monitoramento do sistema global de comércio, disse que mesmo o cenário mais otimista para 2020 é que o comércio encolherá 13% , uma queda maior do que na recessão de 2008/09 causada pela crise bancária.

O colapso do comércio global durante a década de 1930 foi, em parte devido, às medidas protecionistas impostas pelos países desenvolvidos, e o chefe da OMC, Roberto Azevêdo, alertou que colocar barreiras em resposta à Covid-19 pioraria a situação.

"Esses números são muito ruins, não há como contornar isso. Mas uma recuperação rápida e vigorosa é possível. As decisões tomadas agora determinarão a forma futura das perspectivas de recuperação e crescimento global", disse Azevêdo em entrevista.


Apesar de não mencionar nenhum país pelo nome, o diretor-geral da OMC deixou claro que o fim da tensão comercial entre os EUA e a China ajudaria a minimizar as consequências da pandemia.

"Precisamos lançar as bases para uma recuperação forte, sustentada e socialmente inclusiva. O comércio será um ingrediente importante aqui, juntamente com a política fiscal e monetária", afirmou.

Para ele, inevitáveis ​​declínios no comércio e na produção terão conseqüências dolorosa s para famílias e empresas, além do sofrimento humano causado pela própria doença.

"O objetivo imediato é controlar a pandemia e mitigar os danos econômicos a pessoas, empresas e países. Mas os formuladores de políticas devem começar a planejar as consequências."

A OMC disse que o comércio já estava desacelerando antes do surto da Covid-19. Na sua perspectiva, o órgão disse que esperava uma recuperação do comércio no próximo ano, mas que era difícil dizer o quão vigoroso o retorno seria. O resultado dependeria amplamente da duração do surto e da eficácia das respostas políticas.

"Esta crise é, antes de tudo, uma crise de saúde, que forçou os governos a tomarem medidas sem precedentes para proteger a vida das pessoas", disse Azevêdo.

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