Brasil Econômico

A cotação do dólar e outras moedas estrangeiras pode ser uma dor de cabeça para empresários que trabalham com o exterior. Jefferson Rondolfo passava por esse problema, ele tinha uma empresa nos EUA que enviava para o Brasil hardwares específicos para mineração de criptomoedas , a JR Envios. O problema era que os compradores pagavam em real e ele acabava perdendo parte do lucro devido a diferença da moeda e as taxas bancárias.

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“Depois que eu comecei a viajar para fora do Brasil, percebi o quanto era difícil e caro ter acesso à outra moeda que não fosse o real. Então me dei conta que as criptomoedas eram um meio mais fácil e mais acessível pra mim”, conta Jefferson.

Foto mostra o empresário do mercado de criptomoedas Jefferson Rondolfo
Marília Camelo/ Portal do Bitcoin
Jefferson Rondolfo trabalha com o mercado de criptomoedas

De fato, as moedas digitais solucionavam boa parte do problema: ofereciam transações com taxas baixas e conversão prática. Como já trabalhava envolvido com esse mercado e seus clientes já conheciam as diversas vantagens da moeda virtual, decidiu usar os benefícios a seu favor e passou a aceitar as criptomoedas como forma de pagamento.

Depois de um ano tocando seu negócio no exterior, Jefferson voltou para o Brasil em 2018, deu uma pausa na JR Envios e decidiu procurar uma nova oportunidade. Nesse período, estava acontecendo uma onda de sentimento de insegurança com o criptomercado, pois foram registrados roubos de criptomoedas de até 1 bilhão. O empresário juntou esse cenário ao conhecimento que tinha da importância de garantir a segurança das moedas virtuais e da falta de procura por isso para abrir seu novo negócio: a venda de carteiras físicas para moedas criptografadas.

Nesse novo negócio, ele não só continuou aceitando as criptomoedas como também as tornou sua principal forma de pagamento. Jefferson usou a estratégia de fornecer 10% de desconto para quem optar por elas para incentivar cada vez mais essa praticidade nos pagamentos de seus clientes. “Eu nem aceito mais cartão ou boleto como forma de pagamento, no máximo transferência bancária”, conta o empresário.

O fato de aceitar principalmente criptomoedas como pagamento não interferiu nas vendas da empresa de Jefferson. A explicação é que, além de trabalhar com clientes que já estão acostumados com o criptomercado, ele é o único revendedor oficial no Brasil das duas maiores fabricantes de carteiras físicas do mundo.

Tal facilidade com a aceitação por parte dos clientes para pagamento com moedas criptografadas ainda não é a realidade de todos os mercados, mas pela falta de burocracia e taxas tende a ser. O empresário, por exemplo, acredita que “as criptomoedas são o futuro” e plataformas como o IG TradeCoin podem aumentar o conhecimento sobre elas.

“O IG possui um alcance incrível, é um dos maiores portais de notícias do Brasil e o IG TradeCoin é maravilhoso e inédito, uma vez que é necessária a evangelização ainda das criptomoedas. Ainda mais conhecendo a plataforma que utiliza e sabendo o quão é diferente de qualquer outra do mercado. Exchanges assim são primordiais para o sistema”, finaliza Jefferson.

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