Acesso a salas VIP em aeroportos viraram desejo de viajantes
Divulgação/Visa
Acesso a salas VIP em aeroportos viraram desejo de viajantes

O cartão de crédito  ainda é visto por uma parcela dos brasileiros como somente uma forma de parcelar as compras sem juros ou como o vilão do orçamento. No entanto, para quem se organiza e escolhe o cartão certo, os gastos do dia a dia se transformam em benefícios e, consequentemente, em economia de dinheiro.

Aqui vai um exemplo: tem cartão hoje que oferece garantia estendida se a compra for efetuada com ele; ou mesmo proteção contra roubo. É isso mesmo. Se você for assaltado em um determinado período após adquirir um produto, é reembolsado.

Mas o benefício mais procurado por quem escolhe cartão de crédito hoje em dia é, sem dúvida, o acesso a salas VIP em aeroportos. Não é à toa. Os preços de alimentação nos terminais aeroportuários justificam.

O que muita gente não percebe é o potencial de economia ao utilizar os benefícios do cartão de crédito. Um levantamento da Visa no Brasil, obtido em primeira mão pela coluna, trouxe isso em números: R$ 2,8 bilhões em 2025.

Segundo o estudo, a cifra é resultado do aumento do uso desses serviços, que cresceu cerca de 40% em relação ao ano anterior.

Cartões de crédito usados por viajantes

Entre os benefícios mais utilizados estão justamente os ligados às viagens: acessos a salas VIP e lounges em aeroportos concentram mais da metade das utilizações, seguidos por serviços como o Fast Pass, que dá acesso a filas exclusivas de raio-X (em Guarulhos e Galeão), e seguros para emergências médicas em viagens, que representam a maior parte do valor financeiro agregado.

Para chegar a essa estimativa, a Visa considerou o volume de utilização dos benefícios por seus clientes e cruzou esses dados com o preço médio desses serviços no mercado, como o custo de um seguro viagem ou o valor de acesso a um lounge avulso, por exemplo.

O acesso a um lounge em um aeroporto varia, no Brasil, entre R$ 180 e R$ 250 por pessoa. Um seguro-viagem de dez dias para a Europa, onde é obrigatório para turistas, chega a custar R$ 350.

Trata-se de uma economia potencial, baseada no quanto o consumidor pagaria por esses serviços se não estivessem incluídos no cartão, e não necessariamente de dinheiro que deixou de sair diretamente do bolso em todas as situações.

É um dado que ajuda a dimensionar o valor dos benefícios de alguns cartões de crédito (no caso da Visa, principalmente, Platinum, Infinite e Infinite Privilege).

Do lado do consumidor, para um cartão de crédito se tornar atraente, também é preciso considerar outros aspectos, como, por exemplo, a pontuação em programas de fidelidade, a existência ou não de anuidade e os custos envolvidos em compras internacionais, como spread e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

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