TIM e Embrapa firmam acordo para laboratório de inovação na Amazônia
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TIM e Embrapa firmam acordo para laboratório de inovação na Amazônia

A sociobioeconomia, ou seja, o modelo de desenvolvimento que combina o uso sustentável da biodiversidade com a geração de valor econômico e inclusão social, precisa (e muito) da tecnologia e inovação. Isso porque este modelo depende destes dois pontos para ampliar sua escala, eficiência e impacto. Caso contrário, a produção não sai do lugar.

Foi pensando nisso que a Embrapa e a TIM Brasil formalizaram a assinatura de um acordo para colaboração estratégica no AgForest Lab, o novo laboratório dedicado ao desenvolvimento de sistemas agroflorestais escaláveis (SAFs) no bioma amazônico.

O AgForest Lab foi apresentado pela Embrapa na COP 30, em novembro passado, e será um espaço, cravado em um campo experimental de 213 hectares em Belém, que fará o desenvolvimento, a validação e a demonstração de soluções tecnológicas para SAFs.

Por exemplo: uma empresa parceira poderá fazer um arranjo de SAF que contemple espécies como açaí, cacau, café e andiroba, sob determinadas condições de manejo e adubação. Ou uma startup poderá usar o laboratório para experimentar o monitoramento da saúde das plantas com sensores. Uma vez que estas soluções sejam validadas, elas podem ganhar escala.

Modelo europeu

Inspirado em modelos de farm labs já operados pela Embrapa em outras regiões, o laboratório vivo adotará uma filosofia de inovação aberta, permitindo que empresas de diferentes portes desenvolvam e testem novas tecnologias para o bioma reduzindo tempo e custo de inovação. Entre as culturas estudadas e validadas no laboratório vivo estão espécies amazônicas de alto valor econômico e ecológico, como açaí, cacau, andiroba, café e cumarú.

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Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, Bruno Giovany, trata-se de um laboratório vivo que permite aos parceiros acessar décadas de produção científica sobre sistemas agroflorestais

“O objetivo é transformar esse arcabouço de conhecimentos acumulados em aplicações e desenvolvimento tecnológico em benefício da bioeconomia da Amazônia”, afirma. Ele enfatiza que a solução de conectividade digital da TIM será fundamental tanto para o monitoramento dos experimentos quanto para o gerenciamento da própria fazenda. "Sensores em campo poderão informar aos laboratórios de pesquisa a incidência de pragas ou doenças nas plantas e dados meteorológicos", exemplifica.

“A Amazônia demanda iniciativas que aliam conectividade, conservação ambiental e desenvolvimento econômico. O AgForest Lab representa esse caminho, e a tecnologia será um catalisador para que ciência, tecnologia, floresta e campo conversem em tempo real", completou Alexandre Dal Forno, Diretor de IoT & 5G da TIM Brasil.

A implantação do AgForest Lab está prevista para este ano.

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