Bombardeios e ataques militares liberam grandes quantidades de poluentes no ar
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Bombardeios e ataques militares liberam grandes quantidades de poluentes no ar

Conflitos armados, como a atual escalada de tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, são uma catástrofe em todos os sentidos. Começando pela tragédia humana, obviamente. Porém, enquanto os mísseis devastam toda a vida que encontram ao seu redor, é importante lembrar que o ambiente também recebe golpes que vão reverberar por décadas.

Bombardeios e ataques militares liberam grandes quantidades de poluentes no ar. Cada explosão lança uma soma significativa de partículas, metais pesados e gases tóxicos que ficam pairando na atmosfera. 

Uma pesquisa divulgada pelo jornal britânico The Guardian apontou que, somente em 2024, os bombardeios israelenses em Gaza teriam causado a emissão de 281 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. De acordo com o jornal, alguns levantamentos estimam que, globalmente, as forças armadas são responsáveis por quase 5,5% da emissão de gases poluentes, o que supera as indústrias da aviação e do transporte marítimo juntas.

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Segundo o último relatório da Iniciativa para a Contabilização dos GEE (Gases de Efeito Estufa) da Guerra da Rússia e Ucrânia, publicado pelo canal EuroNews, no quarto ano do conflito, as emissões de gases poluentes na região aumentaram 311 milhões toneladas de carbono. Este valor é quase o equivalente às emissões anuais da França. Estas emissões resultam de atividades bélicas (tanques e maquinaria alimentados por combustíveis fósseis), incêndios florestais, infraestruturas energéticas, migração, aviação civil e reconstrução de danos.

Infraestruturas destruídas, como refinarias, depósitos de combustível e usinas, costumam gerar incêndios e vazamentos químicos que contaminam o solo, a água, o ar e mexem com todo o ecossistema, fazendo com que habitats e animais desapareçam. 

Combustíveis fósseis

As guerras exigem grandes quantidades de recursos naturais, como petróleo, madeira e água. Em regiões já marcadas por escassez hídrica, como o Oriente Médio, esse tipo de dano ambiental pode agravar ainda mais a crise de recursos naturais.

No caso do petróleo, trata-se de um combustível fóssil, o principal vilão da emissão de gases de efeito estufa. Aviões de combate, navios de guerra, tanques e logística militar são altamente intensivos justamente neste tipo de energia.

No fim das contas, a guerra deixa cicatrizes que não aparecem apenas nos mapas políticos ou nas cidades destruídas. Elas ficam gravadas na água contaminada, no solo degradado e no ar poluído que continuará sendo respirado muito tempo depois que os combates terminarem. 

Em um planeta que já enfrenta uma crise ambiental global, cada novo conflito armado também se torna, inevitavelmente, uma crise ecológica.

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