Projeto Plantando Carnaval, que apoia a coleta seletiva nos blocos cariocas
Divulgação/Plantando Carnaval
Projeto Plantando Carnaval, que apoia a coleta seletiva nos blocos cariocas

O Carnaval é uma festa de alegria e brilho. Porém, estes dias também despertam uma ponta de tristeza no coração de quem se preocupa com as consequências das ações humanas para o planeta. Uma pequena voltinha nos blocos das cidades já é suficiente para notar as montanhas de plásticos e lixo de todas as espécies jogados nas ruas com displicência - e que, provavelmente, irão parar nos aterros sanitários.

De acordo com a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana), somente em um dia, no Carnaval do ano passado, a cidade gerou mais de 85 toneladas de resíduos nos blocos de rua.

Algumas iniciativas do Rio de Janeiro, contudo, estão tentando minimizar estes estragos. É o caso do Sustenta Carnaval, projeto que recolhe e destina materiais usados pelas escolas de samba nos desfiles da Marquês de Sapucaí para reaproveitamento no Brasil e no exterior. 

Os itens recolhidos são levados a um espaço na Gamboa, centro do Rio de Janeiro, onde os foliões podem comprar e montar suas fantasias a partir de peças que já foram utilizadas.

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O trabalho do Sustenta Carnaval recolheu 3 toneladas de resíduos de fantasias dos desfiles já em seu primeiro ano de funcionamento, em 2022. No ano seguinte, o projeto se tornou parceiro da Rio Carnaval e da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) na gestão de resíduos têxteis da Sapucaí. Desde então, mais de 23 toneladas têm sido recolhidas todos os anos.


Protagonismo aos catadores

Outro projeto que procura diminuir os impactos ambientais do maior show da Terra é o Plantando Carnaval.

A iniciativa, idealizada pela organização Vagalume o Verde (VOV), estruturada e realizada pela Zello Ambiente em parceria com a cooperativa Recria Valor, pretende ampliar a coleta seletiva e valorizar o trabalho dos catadores e catadoras cariocas.

Neste ano, foram 10 grandes blocos participantes. Em cada bloco, os catadores selecionados pelo projeto atuaram com foco na coleta de vidro, plástico, PET, alumínio e papel. Ao redor dos desfiles, triciclos com cestas foram disponibilizados para que os próprios foliões depositassem os recicláveis em pontos de fácil acesso. 

A operação contou ainda com ecopontos de entrega, onde foram realizadas a separação, a pesagem e o registro do material coletado em cada bloco.

Ao fim de cada desfile, a Recria Valor pagou a cada catador cadastrado o valor equivalente aos materiais recolhidos durante o cortejo e a Zello Ambiente usará essas informações para compor o relatório de impacto de cada bloco participante do projeto. 

“O Plantando Carnaval organiza uma operação que valoriza quem sustenta a cadeia da reciclagem. A proposta é dar método, visibilidade e resultado mensurável, conectando catadores, blocos e público em uma iniciativa que deixa um legado para a cidade do Rio de Janeiro”, afirma Miguel Almeida, sócio diretor da Zello Ambiente.

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