João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas
Reprodução/Agência Senado
João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas

O futuro político da ministra Marina Silva ainda é incerto. Apesar de ainda não ter batido o martelo em sua filiação partidária, já manifestou a decisão de disputar uma vaga no Senado nas eleições deste ano e, para isso, deixará o governo a partir de abril. 

E o presidente Lula já tem um escolhido para ocupar a pasta do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: João Paulo Capobianco.

Biólogo, ambientalista e atual secretário-executivo do ministério, Capobianco é uma das pessoas de confiança de Marina.

Na semana passada, o presidente Lula já havia nomeado o secretário como presidente da 15ª COP da Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, que acontecerá em março, em Campo Grande (MS). O evento reunirá governos, cientistas, povos indígenas e comunidades tradicionais e sociedade civil de todo o mundo para enfrentar os desafios que acometem milhares de espécies de animais silvestres que cruzam fronteiras internacionais terrestres, marinhas e aéreas. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a reunião.

Quem é Capobianco

Nosso próximo ministro é especialista em Educação Ambiental pela Universidade de Brasília (UnB), doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Já foi secretário nacional de Biodiversidade e Florestas e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente de 2003 a 2008, além de presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Nesse período, exerceu, entre outras, as funções de coordenador do Grupo de Trabalho Interministerial de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia, presidente do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético e da Comissão Brasileira de Florestas e vice-presidente do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Capobianco também atuou como professor visitante da Universidade de Columbia entre 2008 e 2009, onde integrou o CEES – Centro de Meio Ambiente, Economia e Sociedade, período em que também trabalhou como pesquisador associado do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM). 

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Não será tarefa fácil substituir Marina Silva, que é uma das principais autoridades mundiais quando o assunto é sustentabilidade. O próximo ministro terá nas mãos desafios como a consolidação da queda do desmatamento, o combate ao crime organizado ambiental e a estruturação dos órgãos de fiscalização (Ibama/ICMBio).

Porém, Marina já chamou Capobianco publicamente de "parceiro de tantas jornadas socioambientais, lutas e vitórias". Eles são aliados históricos. Portanto, a expectativa é de uma continuidade do trabalho que vem sendo feito no ministério. A conferir.

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