
Nas reflexões deste ano de 2025, quanto tempo você se dedicou para ajudar quem mais precisa? O trabalho voluntário é uma ação importante não apenas na vida pessoal como também nas rotinas corporativas. E, cada vez mais, as empresas estão entendendo esta importância como eixo central de seus negócios.
É o que mostra o Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial 2025, realizado pelo Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) com coordenação da Secretaria executiva do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS).
O levantamento inédito aponta que o número de ações de voluntariado nas corporações chegou a 32.700 em 2024, e a média de pessoas impactadas saltou para 45.660 pessoas no último ano, número 13 vezes maior do que a média registrada em 2022.
Foi verificado também o crescimento no número de voluntários participantes, que atingiu 99 mil pessoas envolvidas. Já o índice de engajamento dos colaboradores - isto é, o número de participantes voluntários em ações em relação ao número total de colaboradores -, chegou a 26,11%. As ações tiveram maior concentração nas regiões Sudeste (34%) e Nordeste (24%), com destaque para atividades emergenciais (92%), iniciativas educacionais (80%) e assistência social (78%).
Público-alvo
De acordo com o estudo, os jovens são 90% o público-alvo das ações, seguido das mulheres e moradores de periferias. Já do ponto de vista interno, os programas se mostram cada vez mais profissionais: 95,12% das empresas utilizam indicadores quantitativos para monitorar suas ações, e 60,98% utilizam indicadores qualitativos para medir satisfação e qualidade do impacto social.
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As empresas também decidiram investir mais. O investimento dedicado às ações de voluntariado cresceu em média 22%, passando de R$ 275 mil para R$ 336 mil por empresa.
“O Censo existe para orientar empresas e fortalecer sua relação com as agendas globais. Ao consolidarmos esses dados, mostramos que o voluntariado empresarial não é apenas uma boa prática: ele é uma força estratégica para o desenvolvimento social do país. Quando as empresas entendem o impacto que podem gerar, elas deixam de atuar de forma isolada e passam a contribuir para mudanças estruturais, alinhadas ao que o Brasil e o mundo precisam”, afirma Gislaine Catanzaro, coordenadora da Secretaria Executiva do CBVE.