Tamanho do texto

Precisar de empréstimo é o mais comum na vida financeira do brasileiro. Não é um erro adquirir, mas a forma como se dá essa dívida. Entenda abaixo

Tomar dinheiro emprestado não é algo incomum no Brasil. Grande parcela da população tem este hábito que compromete cada vez mais a renda.  Há o equivoco de, em se achando numa situação de desespero, adquirir o empréstimo sem saber se ele vai caber no orçamento.

Ninguém se lembra que os juros brasileiros são altos. Bem altos.  Sofríveis. Prova disso é que apesar da taxa básica de juros em queda, eles ainda chegam próximo aos 300% no cheque especial. Então, o que fazer? Pra onde correr?

A coluna “Dinheiro no Bolso” selecionou algumas possibilidades, menos arriscadas, de conseguir algum aporte financeiro sem cair em armadilhas e areias movediças incalculáveis.

1 – Crédito Consignado

Juros altos podem levar brasileiro à falência financeira e emocional
Torange-PT/Creative Commons
Juros altos podem levar brasileiro à falência financeira e emocional

Neste produto os juros são reduzidos. O consignado é descontado diretamente da folha de pagamento ou do contracheque, o que faz com que os riscos de não pagamento sejam reduzidos. Vale lembrar que juros é uma soma de tempo versus risco. Quanto maior o risco, maior os juros cobrados. Nesta modalidade, os credores permitem a redução deste risco. Porém, isso não significa que o empréstimo é vantajoso. Empréstimo nunca será vantajoso se não for bem planejado.

2 – Cooperativas

Trata-se de um produto solidário. A cooperativa é uma associação de pessoas que ingressam voluntariamente, se tornando sócias. Assim, essas pessoas passam a fazer suas movimentações financeiras através dela e não dos bancos tradicionais. As cooperativas não têm fins lucrativos, o que justifica seus preços serem mais acessíveis e competitivos que os bancos tradicionais. Esta modalidade oferece todos os tipos de produtos que os bancos também oferecem (aplicações, empréstimos, cartões, consórcios, entre outros). 

3 – Fintechs

A grande novidade do mercado financeiro, são startups tecnológicas do setor. As fintechs conseguem oferecer juros mais baratos do que os grandes bancos devido ao seu custo extremamente baixo, através de operações mais enxutas e gastos menores. A exemplo, o Nubank e o Banco Inter, que não operam com agências físicas e os processos são totalmente automatizados. Existem também as empresas que fornecem crédito de maneira mais moderna como a Biva, Nexoos e Me Empresta. Aqui os juros variam de 1% a 3% ao mês, em média.

#Vem comigo: Existem algumas questões comportamentais no orçamento que ajudam na hora de evitar os juros. O primeiro passo para tudo é um bom planejamento financeiro.

Empréstimos são bons desde que a parcela caiba no seu orçamento. Até mesmo porque o que o leva o consumidor a tomar um empréstimo bancário não é a taxa de juros, mas, sim, a necessidade daquele capital.

Num segundo momento, analisa-se o valor da parcela que será paga e por fim verificamos a taxa de juros para tomar a decisão de qual produto adquirir.

Porém, se a tomada do empréstimo for para saldar uma dívida já adquirida e não paga anteriormente, cuidado. O sinal vermelho do seu orçamento pode estar aceso.

Leia também:

Juntar dinheiro e sair do vermelho: Entenda como atingir essas metas em 2019 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.