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No estudo feito em 34 países, o Brasil está em 4º lugar no ranking de mobilidade no trabalho

Uma pesquisa realizada em 34 países pela empresa de soluções em Recursos Humanos, Randstad, revelou nesta sexta-feira (29) que 74% dos profissionais brasileiros afirmaram que estão satisfeitos em seu trabalho atual.

Segundo o estudo, entre os meses de abril e maio de 2016, apenas 8% dos profissionais brasileiros consultados responderam que estavam insatisfeitos  no trabalho/ posição profissional que ocupavam no momento. Além disso, 18% se posicionaram de forma neutra.

A amostragem de satisfeitos no País é equivalente à encontrada na Bélgica e também próxima aos índices verificados na Suíça e no Canadá, ambos com 75%, e na Holanda, onde o total de profissionais foi de 76%.

Já o grupo de insatisfeitos é liderado pelos profissionais japoneses de maneira disparada: 22% afirmaram não gostar do atual cargo, contra 43% que responderam de forma positiva. Ainda no levantamento feito entre abril e maio, 32% escolheram a opção ‘neutro’ e 3% disseram não saber.

Um dos destaques desta pesquisa é a quantidade de entrevistados brasileiros insatisfeitos ou muito insatisfeitos, que foi de 8%. Tendo em vista que o estudo foi realizado em 34 países, e somente dez deles tiveram o resultado abaixo de 8% neste quesito, pode-se concluir que os profissionais no Brasil não estão entre os mais descontentes.

Mobilidade no trabalho

É interessante traçar um paralelo sobre o comportamento do brasileiro no trabalho. De acordo com um outro estudo realizado pela Randstad, divulgada em meados de junho, ainda nos mesmos 34 países avaliados, o Brasil está em 4º lugar no ranking de mobilidade no trabalho.

Para a pesquisa foram consideradas trocas de empresa, de função ou, mesmo, das duas coisas.

Segundo os dados do estudo, 34% dos profissionais brasileiros tiveram alguma mudança na carreira durante o primeiro semestre de 2016. Em contrapartida, pouco mais de 65% permaneceram no mesmo cargo e na mesma empresa.

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A iniciativa de arriscar-se, apostando em uma mudança total, ou seja, começar um cargo diferente em um empregador novo, foi a opção de 10% dos entrevistados no País. Ainda dentro da mudança, 7% somente migraram para outro cargo, porém ficaram na mesma empresa. Para se ter ideia, o índice na Índia mostrou-se bem parecido ao do Brasil, com 9%.

Para comparação: em Luxemburgo, por exemplo, 95% dos entrevistados não mudaram nada na carreira nos últimos 6 meses. Já na Índia, 51% não mudaram de trabalho (função e empregador).  Nos países pesquisados, foram entrevistados pelo menos 400 profissionais, com idades entre 18 e 65 anos, que trabalham minimamente 24 horas por semana para algum empregador.

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