Nissan estuda cortar empregos e fechar fábricas para conter gastos
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Nissan estuda cortar empregos e fechar fábricas para conter gastos

Nissan anunciou uma grande reestruturação em sua produção para os próximos anos. A estratégia prevê o corte de aproximadamente 20 mil empregos e uma redução em sua rede mundial no número de fábricas, caindo de 10 para 17 polos industriais.

Corte de empregos e investimentos 

A decisão da empresa, datada de maio, e parte desta reestruturação já começou, onde algumas unidades já encerraram suas atividades, enquanto outras possuem uma previsão de encerramento para até 2028. A montadora também planeja cortar investimentos na área de logística, administrativa, gestão e desenvolvimento.

O objetivo dessa redução de gastos é adaptar a Nissan em um cenário de menos vendas e recuperação da lucratividade, e o plano surgiu logo em seguida que a empresa registrou consecutivos prejuízos bilionários.

Redução de empregos 

De acordo com informações apuradas pelo Portal Tempo Novo, ao longo do plano, as demissões aumentaram. Inicialmente, a Nissan anunciou uma redução de aproximadamente 9 mil postos de trabalho e, logo em seguida, em maio de 2025, o número escalou para 11 mil.

Fábrica da Nissan na Argentina, que produzia o Frontier
Divulgação / Nissan
Fábrica da Nissan na Argentina, que produzia o Frontier


Na época, os 20 mil desempregos planejados pela montadora equivaliam a 15% da força de trabalho global da empresa. Porém, a Nissan não fará todos os desligamentos de uma vez, e sim distribuirá os cortes entre diferentes etapas.

No mercado europeu, a Nissan anunciou cerca de 900 cortes de empregos em maio deste ano e, além disso, eliminou alguns níveis de gestão para tomar decisões mais rápidas e, principalmente, diminuir gastos.

Mudança na fabricação 

Como é de se esperar, a mudança também impacta muito na presença industrial da marca globalmente. Atualmente, sete unidades sairão da estrutura produtiva da montadora, mas não necessariamente deixarão de fabricar veículos.

Alguns polos industriais poderão ter um destino diferente: o plano prevê que alguns modelos sejam transferidos para fábricas maiores ou a montadora poderá vender ativos.

Antes da reestruturação, a Nissan era capaz de produzir até 3,5 milhões de veículos por ano. Agora, a meta é trabalhar com a quantidade atual de carros vendidos e planeja diminuir o volume para 2,5 milhões, evitando manter uma estrutura industriar maior que a necessária.

No mercado brasileiro, a Nissan afirma que mantém os investimentos anunciados para a fábrica de Resende (RJ), que incluem a produção de dois novos veículos e a contratação de 400 funcionários. Um dos modelos produzidos na unidade já é exportado para 11 países, com previsão de expansão para mais de 20 mercados.

Mercado latino-americano

Na América do Sul, as coisas não funcionarão diferente. Em outubro de 2025, a montadora encerrou as atividades da unidade de Santa Isabel, na Argentina, concentrando sua produção latino-americana em outras operações.

No Brasil, a fábrica de veículos continua funcionando, porém a Nissan decidiu fechar seu centro de design em São Paulo, justamente para reorganizar as áreas responsáveis pela produção de automóveis mundialmente.

Nota da Nissan

A Nissan do Brasil esclareceu que a reestruturação mencionada na notícia não inclui a operação brasileira. De acordo com a empresa, a informação que voltou a circular nas últimas semanas é referente ao plano global anunciado pela montadora em 2025.

No mercado brasileiro, a Nissan afirma que mantém os investimentos anunciados para a fábrica de Resende (RJ), que incluem a produção de dois novos veículos e a contratação de 400 funcionários. Um dos modelos produzidos na unidade já é exportado para 11 países, com previsão de expansão para mais de 20 mercados.

*Estagiária sob supervisão 


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