
O dólar abriu nesta quinta-feira (16) cotado a R$ 4,98, mantendo-se abaixo do patamar de R$ 5. O mercado de câmbio funciona das 9h às 17h (horário de Brasília), assim como ocorre com outras moedas estrangeiras.
O cenário ocorre em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que tem limitado o fluxo de capital tanto para ativos considerados mais seguros quanto para investimentos de maior risco. Em momentos de incerteza global, investidores costumam buscar proteção no dólar, considerado a principal moeda de reserva internacional. No entanto, o movimento recente indica maior cautela, com o mercado dividido diante das incertezas geopolíticas e econômicas.
A cotação também segue influenciada pelo cenário econômico global, com impacto direto de decisões e movimentações de grandes economias, como Estados Unidos, China, Rússia e países da União Europeia, que afetam a dinâmica do câmbio. Indicadores como inflação, juros e crescimento econômico, além de políticas monetárias adotadas por bancos centrais, influenciam a valorização ou desvalorização do real frente ao dólar e direcionam o comportamento dos investidores ao redor do mundo.
Na B3, o contrato de dólar futuro para maio, o mais negociado no país, avançava 0,09%, cotado a R$ 5,009.
Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou com leve queda de 0,02%, aos R$ 4,9927, registrando a sexta sessão consecutiva de baixa, ainda que moderada. No acumulado de abril, a moeda já apresenta recuo relevante frente ao real.
Dólar comercial
- Compra: R$ 4,988
- Venda: R$ 4,988
Entre os fatores que explicam a sequência de quedas está a entrada de capital estrangeiro no Brasil, favorecida pelo diferencial de juros ainda elevado. Mesmo com as expectativas de cortes na taxa básica, o país segue oferecendo retornos atrativos em comparação a outras economias, o que sustenta o fluxo de investimentos.
Além disso, a valorização de commodities, como o petróleo, contribui para o fortalecimento da balança comercial brasileira, aumentando a entrada de dólares no país e pressionando a cotação da moeda americana.
Projeções para 2026 indicam cenário incerto
Após acumular queda de 11,2% em 2025, o dólar pode voltar a subir em 2026 e encerrar o ano próximo de R$ 5,50, segundo projeções do Banco Central do Brasil. Apesar disso, especialistas apontam incertezas e não descartam a possibilidade de manutenção ou até valorização do real frente à moeda americana.
Entre os elementos que podem impactar o câmbio estão eventuais mudanças na liderança do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, além das eleições no Brasil, que costumam elevar a volatilidade do mercado à medida que avançam as pesquisas e os posicionamentos dos candidatos.
*Estagiária sob supervisão