Programa foi relançado este ano pelo governo de Lula
Tomaz Silva/ Agência Brasil
Programa foi relançado este ano pelo governo de Lula

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta terça-feira ( 24) a ampliação dos limites de renda e do valor dos imóveis do programa  Minha Casa, Minha Vida(MCMV), em uma tentativa de ampliar o acesso ao crédito habitacional e impulsionar o setor da construção civil.

A medida foi proposta pelo governo federal por meio do Ministério das Cidades e atende a uma demanda do mercado imobiliário, que apontava defasagem nos valores diante da valorização dos imóveis e das mudanças nas condições de financiamento.

Na prática, a atualização permite que famílias que antes ficavam fora das regras passem a se enquadrar no programa ou migrem para faixas com melhores condições de juros e prazo.

Novos limites de renda

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12.000 para R$ 13.000


Novos tetos de imóveis

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil


Como funciona e de onde vêm os recursos

O Minha Casa, Minha Vida utiliza principalmente recursos do FGTS para financiar imóveis com juros abaixo do mercado. Nas faixas mais baixas, há ainda subsídios diretos do governo, que ajudam a reduzir o valor da entrada e das parcelas.

Para 2026, o orçamento do programa prevê bilhões em descontos habitacionais, com foco nas famílias de menor renda, o que reforça o papel social da política pública.

Impacto na economia e no setor

A ampliação dos limites ocorre em um cenário de encarecimento dos imóveis e restrição do crédito, especialmente em grandes centros urbanos. Com isso, o programa vinha perdendo alcance, o que motivou a revisão das regras.

A expectativa do governo é que a medida aumente o número de financiamentos e estimule novos lançamentos imobiliários. O programa, inclusive, já responde por uma parcela relevante da atividade da construção civil e chegou a representar cerca de metade dos lançamentos recentes no país.

Além de ampliar o acesso à moradia, a iniciativa também tem potencial de impulsionar a economia, gerar empregos e fortalecer o mercado imobiliário nos próximos meses.

*Estagiária sob supervisão

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