BC europeu sobe juros em 0,50 ponto percentual, primeira elevação desde 2011 e a maior desde 2000
Luciano Rocha
BC europeu sobe juros em 0,50 ponto percentual, primeira elevação desde 2011 e a maior desde 2000

O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros em 0,50 ponto percentual nesta quinta-feira (21). É a primeira elevação promovida pelo banco desde 2011.

"O Conselho do BCE considerou apropriado dar um primeiro passo maior na sua trajetória de normalização das taxas de política do que o sinalizado na sua reunião anterior. Esta decisão baseia-se na avaliação atualizada dos riscos de inflação pelo Conselho do BCE e no reforço do apoio prestado pelo TPI à transmissão efetiva da política monetária", destacou o banco.

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Segundo o comunicado do banco, nas próximas reuniões será adequada uma maior “normalização das taxas de juro”.

“A antecipação hoje da saída das taxas de juro negativas permite ao Conselho do BCE fazer uma transição para uma abordagem reunião a reunião para as decisões sobre as taxas de juro”, destaca.

É ressaltado que a trajetória da política monetária continuará a depender da divulgação dos dados e que ela tem como meta cumprir o objetivo do banco de inflação de 2% a médio prazo.

O anúncio já era esperado pelo mercado, apesar das maiores apostas estarem na casa do 0,25 ponto percentual. E ele não é isolado. Diversos banqueiros centrais de todo o mundo estão elevando as taxas, alguns deles em um ritmo que não era visto há décadas.

A alta promovida pelo BCE ocorre em meio a um contexto de inflação alta na Europa, intensificada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

A taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro atingiu nova máxima histórica de 8,6% em junho, ao acelerar de 8,1% em maio, segundo dados finais divulgados nessa semana.

Ainda há expectativa sobre sinalizações do banco a respeito de como será seu instrumento contra a “fragmentação”, quando há falta de paridade na transmissão da política monetária entre os países, isto é o risco de que uma grande lacuna se abra entre os custos de contrair empréstimos em países como a Alemanha e outros mais endividados como Itália, Espanha e Grécia.

Ela pode ser medida pela diferença entre os rendimentos dos títulos públicos.
Lagarde prometeu combater a fragmentação desse tipo em declarações recentes e afirmou que o BCE poderia até implantar uma nova ferramenta, se necessário.

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