Pedro Guimarães deixou o cargo de presidente da Caixa após acusações de assédio sexual
Isac Nóbrega/Presidência
Pedro Guimarães deixou o cargo de presidente da Caixa após acusações de assédio sexual

Lucas Furtado, subprocurador do Ministério Público, entrou nesta quarta-feira (5) com a representação para que investiguem as obras feitas na mansão do ex-presidente da Caixa Econômica Pedro Guimarães pagas pelo banco, em Brasília. O mesmo deixou o cargo após denúncias de assédio sexual.

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As obras foram realizadas ao longo de 2020 na casa onde o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, mora em Brasília. Tais mudanças foram feitas por quatro funcionários contratados por uma empresa que mantém contratos com a Caixa para serviços de manutenção dos prédios do banco,  a EMIBM Engenharia.

Em entrevista à "Folha de S. Paulo" funcionários dizem que foram instalados 11 postes em sua residência. O custo da obra foi de aproximadamente R$ 50 mil.

De acordo com o procurador do TCU, o caso deve ser examinado pelo controle externo do tribunal para que investigue a obra e se as razões eram legítimas para que fossem pagas pelo dinheiro público "ou se serviu para atender –às escusas da lei– interesse personalíssimo e privado".

A Caixa afirmou em nota que as obras foram realizadas para trazer mais segurança ao então presidente do banco e seguiram as normas da instituição. Já o advogado de Guimarães confirmou a realização das obras e que foram autorizadas pelo setor de segurança após ameaças recebidas pelo ex-presidente do banco.

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