Volkswagen
Felipe Moreno
Volkswagen

A MAN Latin America, marca à frente da unidade de fabricação de caminhões e ônibus da Volkswagen no Brasil, foi rebatizada. O novo nome é meramente a descrição literal para o inglês do que produz essa planta da montadora alemã instalada há 25 anos em Resende, no Estado do Rio: Volkswagen Truck & Bus.

"O objetivo é tornar a marca o mais internacional possível. A gente é muito forte no Brasil, líder de mercado, e vai buscar essa liderança em outras partes do mundo", disse na quarta-feira (18) o presidente da empresa, Roberto Cortes, por telefone, da Suécia, onde participava de evento com integrantes do mercado de capitais promovido por uma empresa do grupo alemão.

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Além disso, a venda de caminhões Volks deve ganhar em breve o estímulo financeiro do consórcio. A modalidade de financiamento tem crescido no país, mesmo durante a pandemia.

Essa unidade de negócios, que opera debaixo do guarda-chuva da Volkswagen Financial Services, não havia entrado no ramo de caminhões até aqui, inibida pela presença historicamente forte de linhas de financiamento oficiais.

A nova frente será a primeira a ser aberta dentro da parceria firmada entre a Volks e a Embracon Administradora de Consórcio, anunciada também ontem, em evento realizado em São Paulo.

Segundo o diretor executivo do braço financeiro da Volks, Rodrigo Capuruço, a administração dos consórcios da Volks passa à parceira. Nas estimativas dele, a expectativa é vender cerca de R$ 10 bilhões em cotas de consórcio nos próximos cinco anos.

Segundo Capuruço, o Consórcio Nacional Volkswagen tem aproximadamente 70 mil consorciados. A Embracon, por sua vez, tem 160 mil contratos ativos debaixo de si.

O negócio ainda está sendo submetido ao crivo das autoridades competentes e, nas estimativas do presidente e um dos fundadores da Embracon, Guido Savian, a venda de novas cotas geridas sob a parceria deve acontecer a partir do segundo semestre e a absorção da carteira atual da Volks deve estar concluída ao longo dos próximos 12 meses.

Segundo Savian, 500 novos representantes comerciais serão contratados para se dedicar exclusivamente à parceria. Conforme o contrato de prestação de serviços celebrado entre as duas empresas, a Embracon administrará as cotas vendidas por ambas as forças de vendas, que continuarão atuando de maneira independente, e será remunerada por contrato. Não há exclusividade. A Embracon seguirá vendendo consórcios de outras marcas.

Mudanças na marca

A marca Volkswagen Ônibus e Caminhões continuará sendo usada comercialmente nos países de língua portuguesa onde está presente, assim como a sua tradução em espanhol, para os mercados que falam o idioma, além da versão em inglês, para mercados como a África do Sul ou outros locais mais voltados à exportação.

Segundo Cortes, essa unidade de negócios está presente em 30 países no Hemisfério Sul e, além do ganho de participação nesses mercados, busca a expansão para outros em que ainda não está.

"Queremos ir primeiramente para o Noroeste da África. Um dos países é o Togo. E queremos também estar no Oriente Médio, começando eventualmente na Jordânia", disse Cortes.

Segundo ele, a Volks quer levar seus caminhões e ônibus também para Benim, Burkina Faso, Sudão e Sudão do Sul, na África.

Nas Filipinas, mercado em que entrou há dois meses, a Volks ainda se empenha para ganhar espaço. Segundo o CEO da empresa, a Volks vai usar a distribuição de marcas irmãs, como Scania ou MAN, para chegar ao consumidor mais rapidamente.

Onde já está, a Volkswagen Truck & Bus tem em média participação de 10% do mercado. O objetivo é se aproximar da fatia com que lidera no Brasil, de aproximadamente 30%, segundo Cortes.

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