Bolsonaro de jet ski
Cristiano Mariz / Agência O Globo
Bolsonaro de jet ski

O presidente Jair Bolsonaro colocou a decisão sobre a permanência do atual comando da Petrobras nas mãos do novo ministro das Minas e Energia, Adolfo Sachsida. Em conversa com jornalistas neste domingo (15) na Praça dos Três Poderes, Bolsonaro foi questionado sobre a permanência do atual presidente da estatal, José Mauro Ferreira Coelho, que completou neste fim de semana um mês no cargo.

"Pergunta pro Adolfo Sachsida. Ele é o ministro das Minas e Energia. (A) todos os meus ministros, eu dou carta branca para fazer valer aquilo que eles acham melhor para o seu ministério para melhor atender a população", afirmou o presidente, após participar de um ato com apoiadores que envolveu uma concentração de embarcações no lago da capital.

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Bolsonaro admitiu que Coelho está só há um mês no cargo, mas fez diversas críticas à gestão da empresa. Segundo ele, a Petrobras não estaria justificando sua finalidade social após sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis. Nas últimas semanas, Bolsonaro criticou publicamente o lucro da estatal, que atingiu mais de R$ 40 bilhões no último trimestre divulgado ao mercado.

O atual presidente da Petrobras, José Mauro Ferreira Coelho, que tomou posse em 14 de abril, é uma pessoa de confiança do ex-ministro Bento Albuquerque, demitido por Bolsonaro na quarta-feira.

O estopim para a queda de Bento foi o reajuste de 8,87% do diesel, anunciado por Coelho no começo da semana. Desde então, aumenta a pressão de parte do governo para uma nova troca na direção da estatal, em busca de alguém mais aberto a buscar soluções para os preços de combustíveis que possa contrariar a atual politica de preços da companhia.

O governo Bolsonaro está no terceiro presidente da Petrobras. As trocas ocorrem sempre por ele discordar da política de preços da empresa, que segue a paridade internacional para atender aos acionistas estrangeiros e para evitar o desabastecimento de combustíveis importadora no Brasil. Ele já disse que o lucro da estatal é um “crime” e que não quer interferir na empresa, mas que busca “sensibiliza-lá” de sua função social. 

Na sexta-feira (13), o governo federal entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a política de alíquotas do ICMS para o diesel. Dentro do governo, há a visão que a questão da alta de preços é prioridade neste ano eleitoral, para tentar melhorar a popularidade de Bolsonaro que sofre com a maior inflação em 28 anos.

Neste domingo, Bolsonaro falou que a paridade com o preço internacional do petróleo, política de preços adotada pela Petrobras desde 2016, não é lei e poderia ser alterada por decisão do conselho da empresa.

"Se o conselho achar que deve mudar, muda. Mas não pode a população como um todo sofrer essa barbaridade porque atrelado ao preço dos combustíveis está a inflação e o poder aquisitivo da população está lá embaixo", afirmou Bolsonaro.

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