Segmento deve ter alta de 1,4%, diz Confederação Nacional do Comércio
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Segmento deve ter alta de 1,4%, diz Confederação Nacional do Comércio

Vestuário, calçados e acessórios devem liderar as vendas neste Dia das Mães, comemorado hoje. De acordo com previsão da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o faturamento do segmento deve chegar a R$ 6,69 bilhões, um avanço de 1,4% em relação ao registrado no ano passado.

Por outro lado, os segmentos de utilidades domésticas e eletroeletrônicos devem ter queda de 9,3%, para R$ 2,33 bilhões. Já  móveis e eletrodomésticos devem gerar receitas de R$ 2,29 bilhões, recuo de 9,5%.

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Assim, no geral, o volume de vendas do comércio varejista deverá atingir R$ 14,42 bilhões, uma queda de 1,8% em relação ao ano passado.

José Roberto Tadros, presidente da CNC, disse que o resultado esperado para esse ano é melhor que o verificado há dois anos, no início da pandemia da covid-19.

"A flexibilização das medidas e a retomada do fluxo de consumidores permitiram que, no ano passado, o varejo registrasse o maior volume de vendas em seis anos. Em 2022, a situação econômica do país deve afetar um pouco o fôlego das vendas, mas seguimos no caminho da retomada", disse Tadros.

Preços em alta

A data também será marcada pelos preços em alta, aponta relatório da CNC. A Confederação aponta que, pela primeira vez, nenhum dos 26 itens que compõem a cesta de bens e serviços avaliados deverá ter queda nos preços. No acumulado em 12 meses até maio, medidos pelo IPCA-15, roupas femininas têm alta de 12%, assim como sapato feminino (19,5%), bolsa (12,6%), bijuterias (15,7%) e perfume (14,4%), entre outros.

"A deterioração das condições de consumo caracterizada pela aceleração nos níveis gerais de preços, aumento dos juros e mercado de trabalho em lenta recuperação impôs obstáculos ao avanço das vendas reais neste ano", destacou o relatório da CNC. 

Para o presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Glauco Humai, mesmo diante do cenário macroeconômico atual, os shoppings estão otimistas em relação à data. 

"A inflação e o desemprego foram citados por 42% dos respondentes como fatores externos que mais devem limitar o consumo no Dia das Mães, mas mesmo com essa percepção, os shoppings já constatam a melhoria contínua de vendas e de fluxo de frequentadores e esse termômetro positivo reforça a expectativa de bons resultados para a data", afirmou ele.

Para atrair o público, os shoppings apostaram em campanhas promocionais, como sorteios. A expectativa é  movimentar R$ 4,9 bilhões, valor 19% maior em relação ao ano passado.

Pesquisa feita pela Abrasce revelou que  o ticket médio deve crescer 17,4%, para R$ 250, liderado pelas vendas de perfumes, vestuário, joalheira e calçados.

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