Dólar tem nova alta e chega a bater os R$ 4,96, com exterior. Bolsa cai, pressionada por bancos
Ivonete Dainese
Dólar tem nova alta e chega a bater os R$ 4,96, com exterior. Bolsa cai, pressionada por bancos

O dólar segue sua trajetória de alta ante o real, ultrapassando a marca dos R$ 4,90, e a Bolsa cai no início desta terça-feira (26). Nos mercados, continuam as preocupações com o crescimento mundial, intensificadas pelas restrições sanitárias na China e pelo temor de um aperto monetário agressivo por parte do Federal Reserve, Banco Central americano.

Na cena interna, o destaque vai para a reestreia do Boletim Focus, relatório semanal divulgado pelo Banco Central (BC), e para a temporada de balanços do primeiro trimestre deste ano, com os dados do Santander.

As perspectivas econômicas mais adversas levavam a um novo dia de valorização da moeda americana no exterior.

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Por volta de 10h40, a moeda americana tinha alta de 1,53%, negociada a R$ 4,9501 após atingir a máxima de R$ 4,9636.

O comportamento da divisa reflete a procura por ativos mais seguros diante das perspectivas de altas de juros mais agressivas por parte do Fed e a menor entrada de fluxo estrangeiro no mercado brasileiro em abril.

Vale ressaltar o movimento de correção, levando em conta que o real tem um dos melhores desempenhos ante o dólar no ano. Até o fechamento de segunda-feira, a moeda americana caía 12,54% contra o real.

No mesmo horário, o Ibovespa caía 1,13%, aos 109.438 pontos, pressionado pelos papéis de bancos.

Receios sobre crescimento mundial

Na China, o avanço da Covid-19 tem obrigado as autoridades do governo a realizarem testes em massa na população de Pequim.

O temor é que a capital chinesa seja submetida ao mesmo nível de restrições que ocorrem no importante centro financeiro de Xangai. A cidade já enfrenta a quinta semana de restrições.

O Banco Central do país voltou a prometer medidas de apoio à economia, citando financiamentos para pequenas empresas e a manutenção de um ambiente saudável para os mercados financeiros

A retomada dos lockdowns eleva o temor que a atividade econômica do país seja prejudicada. Isso em um cenário de menor liquidez global, com a retirada acelerada de estímulos à economia pelo Fed. 

No Brasil, o BC voltou a divulgar o Boletim Foucs. O relatório mostra uma elevação das expectativas de inflação para este e para o próximo ano.

Para o término de 2022, a projeção saltou de 7,46% para 7,65%. O número é bem superior ao teto da meta do BC, que é de 5%.

Para o fim de 2023, houve alta de 3,91% para 4%.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano subiu de 0,56% para 0,65%. Para o término do próximo ano, houve corte de 1,12% para 1%.

No caso da Selic, a previsão para o fim deste ano passou de 13,05% para 13,25. Já para o fim de 2023, a taxa permaneceu inalterada em 9%.

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Santander lucra R$ 4 bi no 1º trimestre

O Santander reportou lucro gerencial líquido de R$ 4,005 bilhões no primeiro trimestre do ano, alta de 1,3% na comparação anual e de 3,2% ante o trimestre anterior.

O lucro líquido societário foi de R$ 3,496 bilhões, avanço de 40,1% na mesma base de comparação e de 3,9% na margem.

As despesas líquidas com provisões para devedores duvidosos (PDD) ficaram em R$ 4,612 bilhões. O número representa alta de 45,9% em relação ao primeiro trimestre de 2021 e de 24,9% ante o trimestre anterior. 

As units do banco (SANB11) caíam 4,07%.

As preferenciais do Itaú (ITUB4, sem direito a voto) e do Bradesco (BBC4) tinham quedas de 1,29% e 2,51%, respectivamente.

As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3, com direito a voto) caíam 1,76%.

As ordinárias da Petrobras (PETR3) subiam 0,97% e as preferenciais (PETR4), 1,03%.

Os papéis ON da Vale (VALE3) subiam 0,10% e os da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 0,89%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) caíam 0,74%.

Petróleo sobe

Os preços dos contratos futuros do petróleo apresentavam altas pela manhã, na tentativa de se recuperarem dos fortes tombos vistos na véspera diante das incertezas sobre a China.

Por volta de 10h10, no horário de Brasília, o contrato para junho do petróleo tipo Brent subiu 1,28%, negociado a US$ 103,63, o barril.

Já o preço para o contrato do mesmo mês do tipo WT avançava 1,19%, cotado a US$ 99,71, o barril.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com altas. Por volta de 10h40, em Brasília, a Bolsa de Londres subia 0,68% e a de Frankfurt, 0,74%. Em Paris, ocorria queda de 0,76%.

As bolsas asiáticas fecharam com direções contrárias, ainda com o avanço da Covid-19 na China no foco dos investidores.

O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,41%. Em Hong Kong, houve alta de 0,33% e na China, baixa de 1,44%.

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