Vazamento de dados
Gino Matos
Vazamento de dados

A chegada da pandemia do coronavírus (covid-19) gerou uma sequência de mudanças de hábitos no dia a dia dos brasileiros. Uma delas foi o aumento do uso do celular como canal principal para o pagamento de contas, transferências bancárias e recebimento do auxílio emergencial, concedido pelo governo federal, e pago exclusivamente via aplicativo. Nesse cenário, a criação do Pix no meio da pandemia também potencializou esse aumento. Com a alta das transações, cresceu também o número de golpes aplicados por criminosos. Especialistas dão dicas de como proteger seus dados bancários e evitar possíveis golpes.

Marcelo Pereira, diretor financeiro e especialista em economia de bancos digitais e fintechs, afirma que a pandemia impulsionou essa necessidade de resolver as situações sem a presença física e, por isso, houve o crescimento vertiginoso de adesão aos bancos digitais.

“O acesso a serviços financeiros pelos apps beneficia o consumidor a partir do momento que permite a ele resolver todas as questões diretamente de sua casa, do seu celular, oferecendo comodidade e retirando a necessidade de pegar filas para poder lidar com o seu próprio dinheiro”, diz o especialista.

De acordo com uma pesquisa feita pela Febraban divulgada no ano passado, o número de transações feitas pelo celular chegou a 52,9 bilhões, ante 37 bilhões do ano anterior, representando 51% do total das operações feitas em todo o país. Atualmente, oito em cada dez pagamentos de contas são feitos através dos canais digitais. No entanto, a advogada e especialista em proteção de dados Maria José Ciotto Luccas alerta que “o aumento do uso de apps bancários impulsionou também o número de golpes aplicados por criminosos”.

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Para Ciotto, o consumidor pode usar as próprias ferramentas do aparelho de celular para se proteger de possíveis roubos. “É aconselhável que o usuário busque nas configurações de privacidade do seu aplicativo a autenticação em dois fatores e ativá-la. Desta forma, mesmo caso tenha seu celular extraviado, o criminoso não terá acesso ao seu app bancário”, afirma.

A especialista ainda afirma que um dos maiores erros dos consumidores envolve a escolha das senhas fracas nos cadastrados dos bancos digitais. “O maior erro que os usuários cometem é usar senhas fracas como sequências numéricas [1234], o nome do banco, data de aniversário. O criminoso tem maneiras de testar essas senhas simples, porque sabe que os brasileiros não tomam tanto cuidado nessa questão. Outro erro é colocar a mesma senha para todos os seus apps e até mesmo proteção de tela, pois após descobrir uma senha, o criminoso tentará acessar tudo com ela”, ressalta Ciotto.

Além de ter atenção na criação das senhas, a especialista também alerta sobre a maneira como o consumidor guarda as suas senhas. “O consumidor nunca deve deixar seus dados e senhas anotados no bloco de notas. Pois facilitaria muito, em casos de roubo ou furto, para os criminosos acessarem os apps e realizar transações”, conclui a especialista.

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