Primeira parcela do 13º salário é paga hoje e injeta R$ 232,6 bi na economia
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Primeira parcela do 13º salário é paga hoje e injeta R$ 232,6 bi na economia

O pagamento do 13º salário deve injetar R$ 232,6 bilhões na economia brasileira, segundo estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O montante representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Tradicionalmente, o pagamento do 13º salário aquece o comércio e outros setores, principalmente por conta das compras de Natal e viagens de fim de ano.

O valor é pago aos trabalhadores do mercado formal, inclusive aos empregados domésticos; aos beneficiários da Previdência Social e aos aposentados e beneficiários de pensão da União e dos estados e municípios. De acordo com o órgão, 83 milhões de brasileiros serão beneficiados com o rendimento adicional.

Para aqueles que não receberam antecipadamente, a primeira parcela do 13º salário deve ser paga até esta terça-feira, 30 de novembro, e corresponde a 50% do valor total a que o trabalhador tem direito. Já a segunda parcela, paga até dia 20 de dezembro, corresponde ao valor restante menos os encargos — Imposto de Renda e INSS.

O pagamento médio será de R$ 2.539. O valor do 13º salário do setor formal corresponde a R$ 3.087. A maior média deve ser paga aos trabalhadores do setor de serviços e equivale a R$ 3.607; a indústria aparece com o segundo maior valor, equivalente a R$ 3.147; e o menor ficará com os trabalhadores do setor primário da economia (R$ 1.922).

Do montante a ser pago como 13º, aproximadamente R$ 155,6 bilhões, ou 66,9% do total, vão para os empregados formais, incluindo os trabalhadores domésticos. Outros 33,1% dos R$ 233 bilhões, ou seja, cerca de R$ 77 bilhões, serão pagos aos aposentados e pensionistas.

Considerando apenas os beneficiários do INSS, 31,3 milhões de pessoas receberão R$ 45,4 bilhões. Aos aposentados e pensionistas da União, serão destinados R$ 11 bilhões (4,7%); aos aposentados e pensionistas dos estados, R$ 15,8 bilhões (6,8%); e aos aposentados e pensionistas dos regimes próprios dos municípios, R$ 4,7 bilhões.

Perfil dos beneficiados

Dos cerca de 83 milhões de brasileiros que devem ser beneficiados com o pagamento do 13º salário, 51 milhões, ou 61% do total, são trabalhadores no mercado formal, entre eles, os empregados domésticos com carteira de trabalho assinada, que somam 1,3 milhão, equivalendo a 1,6% do conjunto de beneficiários.

Os aposentados ou pensionistas da Previdência Social (INSS) correspondem a 32,3 milhões, ou 38,7% do total. Além desses, aproximadamente um milhão de pessoas (ou 1,3% do total) são aposentadas e beneficiárias de pensão da União (Regime Próprio).

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Há ainda um grupo constituído por aposentados e pensionistas dos estados e municípios (regimes próprios) que vai receber o 13º e que não pôde ser quantificado.

Para calcular o impacto do 13º salário, o Dieese não leva em conta autônomos, assalariados sem carteira ou trabalhadores com outras formas de inserção no mercado de trabalho que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, uma vez que não há dados disponíveis sobre esses proventos.

O órgão, no entanto, não elimina do cálculo os trabalhadores que receberam parte do 13º antecipadamente. Da mesma forma, considera-se o montante total do valor recebido pelos beneficiários do INSS, independentemente do montante que já tenha sido pago no adiantamento feito pelo governo este ano, ainda por conta da pandemia, explica o órgão.

Assim, as estimativas projetam o volume total de 13º salário que entrará na economia ao longo do ano, e não necessariamente nos dois últimos meses de 2021, embora a maior parte do valor deverá ser paga no fim do ano, principalmente para os trabalhadores ativos.

Distribuição por região

A parcela mais expressiva do 13º salário (49,3%) deve ser paga nos estados do Sudeste, região com a maior capacidade econômica do país e que concentra a maioria dos empregos formais e aposentados e pensionistas.

No Sul, devem ser pagos 17,2% do montante e, no Nordeste, 15,4%. Já às regiões Centro-Oeste e Norte cabem, respectivamente, 8,5% e 4,8% do total.

Por sua vez, os beneficiários do Regime Próprio da União receberão 4,7% do montante e podem estar em qualquer região do país.

O maior valor médio para o 13º deve ser pago no Distrito Federal (R$ 4.541) , enquanto que o Maranhão e Piauí terão os menores valores (R$ 1.691 e R$ 1.729, respectivamente). Essas médias, entretanto, não incluem o pessoal aposentado pelo Regime Próprio dos estados e dos municípios, pois não foi possível obter esses dados.

Estimativa para o mercado formal

Para os assalariados formais dos setores público e privado, que correspondem a 49,8 milhões de trabalhadores, excluídos os empregados domésticos, a estimativa é de que R$ 154 bilhões serão pagos a título de 13º salário, até o fim do ano.

A maior parcela do montante a ser distribuído caberá aos trabalhadores no setor de serviços (incluindo administração pública), que ficarão com 63,1% do total destinado ao mercado formal. Os empregados da indústria receberão 17,3%; os comerciários terão direito a 13,4%.

No casos daqueles que trabalham na construção civil, será pago o correspondente a 3,1%. Este é o mesmo percentual a ser recebido pelos trabalhadores da agropecuária.

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