Carteira de Trabalho
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Carteira de Trabalho


Nada é tão ruim que não possa piorar. Uma pesquisa mostra que o cenário atual de pouco crescimento e deterioração da economia pode manter o índice de  desemprego alto por uma década no Brasil.


Isso é o que mostra uma análise feita pelo economista Bráulio Borges, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a partir de projeções de um relatório do Latin Focus Consensus. 


De acordo com a Folha de S. Paulo, o economista estimou que o pleno emprego deveria estar entre 8% e 10%. Mas isso só deve acontecer a partir de 2026, quando se espera que a taxa de desocupação caia para 10,1%.

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Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, a publicação lembra que o período mais recente de desemprego abaixo desse nível foi entre 2012, primeiro ano do levantamento, e 2014, durante o governo Dilma Rousseff (PT). Em seguida, veio a recessão em 2015, o que culminou no crescimento da desocupação no primeiro semestre de 2016. De lá para cá, o país passou pelos governos de Michel Temer (MDB) e agora de Jair Bolsonaro (sem partido), mas o cenário não se alterou.



"Para voltarmos ao pleno emprego em 2026, o PIB teria de crescer a 2,2% de 2022 em diante, na média. Mas já sabemos que o Brasil não vai crescer nem perto disso no ano que vem, e as expectativas se reduzem a cada semana, por conta do aperto de juros, dólar alto, ruído político e a incerteza em relação à próxima eleição", explicou Borges, segundo o jornal. Por isso, o economista acredita que os altos índices de desemprego vão se estender ao menos pelos próximos cinco anos.

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