Crise e desabastecimento esfriam comércio mundial, diz OMC
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Crise e desabastecimento esfriam comércio mundial, diz OMC

O comércio global  está em desaceleração. A queda é fruto da  crise de abastecimento atravessada por diversos setores da economia, com destaque para o de automóveis e de componentes eletrônicos, como delulares e computadores, aponta o Barômetro de Comércio de Mercadorias divulgado nesta segunda pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

O último relatório da OMC  previu crescimento de 10,8% no comércio global de mercadorias em 2021 e de 4,7% para 2022. No entanto, as previsões podem ser ofuscadas por potenciais riscos negativos, como disparidades regionais, fragilidade contínua no comércio de serviços e disparidade nas taxas de vacinação pelo mundo.

O indicador apresenta informações em tempo real sobre a trajetória de comércio de mercadorias com base em tendências recentes do mercado, além das estatísticas convencionais das transações em todo o mundo.

Segundo o dado divulgado nesta segunda-feira, o mundo está com avaliação 99,5, perto de 100, valor-base do índice, bem abaixo do último número divulgado, em agosto, de 110,4. Quando índice está acima de 100 ele aponta crescimento, abaixo desse patamar é indicativo de retração.

O número de agosto refletiu a força da recuperação econômica global em um cenário de pós-pandemia, com avanço da vacinação e flexibilização de medidas sanitárias.

Segundo a OMC, a demanda represada que aqueceu o comércio mundial, no entanto,  o dado de novembro já apresenta sinais de diminuição, ilustrada pela queda nas exportações, fator preponderante a puxar o índice para baixo.

A redução, por outro lado, pode desengarrafar portos, mas acúmulos de mercadorias e atrasos nas entregas dificilmente devem acabar enquanto a taxa para uso de contêineres permanecer em patamar recorde.

Entre agosto e setembro, todos os índices avaliados pelo Barômetro de Comércio de Mercadorias apresentaram queda, o que reforça o contexto de queda aguda no comércio global de mercadorias.

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O destaque do último índice foi o setor automotivo, que ficou em 85,9, consequência da escassez de matérias-primas e de semicondutores, fundamentais para montadoras e produção em larga escala dos veículos.

A dificuldade na aquisição das peças também afeta o setor de componentes eletrônicos, como celulares, video games e computadores, com índice de 99,6, que dependem dos semicondutores para funcionar.

Diante da escassez observada no mercado internacional,  empresas como a Apple e a Sony, dona do PlayStation, já revisam para baixo expectativas de produção para o quarto trimestre.

O único setor que manteve resultado positivo bem acima da média do índice foi de frete aéreo, que fechou em 106,1, diante das altas taxas de envio por transporte aquaviário.




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