Acompanhar preços ajuda a identificar boas promoções de olho na Black Friday
Agência Brasil
Acompanhar preços ajuda a identificar boas promoções de olho na Black Friday

A Black Friday acontece em 26 de novembro. Mas quem quiser garantir boas compras deve começar a se preparar já. Com um cenário econômico ainda difícil, as ofertas continuarão limitadas neste ano, segundo especialistas em varejo. E para o consumidor, ficam as dicas: listar desejos, procurar os produtos pela internet e usar ferramentas de monitoramento de preços. Os passos podem ajudar até mesmo a tomar uma decisão de compra antecipada (como será necessário, já que os estoques dos lojistas estão baixos) e a não cair em ciladas.

"As fábricas nacionais pararam de produzir no ano passado e não retomaram a capacidade produtiva. Faltam embalagem, plástico e peças em diversos segmentos, como vestuário, artigos esportivos, móveis. Então, agora os estoques não estão cheios", explica Ulysses Reis, gerente de varejo da universidade Esags: "Por outro lado, há um problema global que é a falta de chips no mercado, já que essa indústria foi sobrecarregada desde o início da pandemia, com o fenômeno do home office e a demanda por notebooks, principalmente. Agora, eles faltam no mercado, além dos celulares, computadores, telas e até carros. E os preços desses itens estão muito altos."

Expectativas

Apesar disso, as expectativas para o comércio são boas. Se de um lado, os índices de desemprego e o alto custo de vida podem prejudicar o consumo das famílias na campanha; por outro, a data deve ser o período de desafogo para muitos brasileiros que reprimiram desejos de compra durante a pandemia. Por isso, para os especialistas, o consumo deve crescer em relação ao registrado no ano passado.

"Em 2020, mesmo com as restrições da pandemia, as vendas da Black Friday cresceram 27,7% em relação a 2019, sobretudo no comércio online. Esse ano, a maioria da população está vacinada, temos um menor número de contaminações, leitos de UTI para a Covid-19 estão praticamente vazios, restrições em relação a abertura de comércio e horário já praticamente não existem, e a população sente mais segurança de ir às ruas. Então, é esperado tanto um aumento do comércio físico quanto on-line, e isso pode fazer com que haja um crescimento ainda maior do consumo", afirma Ana Jordânia Nicolay, economista e professora da Universidade Cândido Mendes.

Shoppings online e offline

Para a Ancar Ivanhoe — empresa que controla os shoppings Nova América, Botafogo Praia, Nova Iguaçu, Boulevard e Madureira Shopping na cidade do Rio de Janeiro —, a expectativa é chegar a resultados próximos aos de 2019 nesta Black Friday. Os estabelecimentos terão um fim de semana de promoções (de sexta a domingo), mas antes os consumidores serão preparados por lives nas redes sociais, anunciando o que podem esperar do evento.

A integração entre o online e o presencial também estará na estratégia de concessão de descontos dos shoppings.

"As nossas ações deste ano vão contar com dois modelos de ofertas: vamos ter para os nossos clientes ofertas dos lojistas e cupons de desconto dos próprios shoppings de até 90%. Essas ofertas especiais serão disponibilizadas ao longo do dia nos aplicativos dos empreendimentos. Com o cupom baixado, o consumidor terá até uma hora para resgatar o produto com o desconto na loja física indicada", conta Caroline Pereira, gerente de comunicação da Ancar Ivanhoe: "Estamos utilizando todo o conhecimento adquirido ao longo de 2020 para oferecer uma jornada de compra ainda mais integrada entre o online e o offline. Dessa forma, além de evitar aglomerações, nossos clientes podem acompanhar os descontos em produtos que mais lhe interessam pelo celular."

Vestuário se destaca na ação

No ano passado, uma pesquisa da Big Data Corp mostrou que o desconto médio na Black Friday foi de 51,36%. Para esse ano, segundo a professora Ana Jordânia Nicolay, pode ser que os abatimentos sejam maiores, principalmente em artigos de uso pessoal, vestuário, eletrônico se eletrodomésticos.

Sendo assim, o comércio vai agradar. Para especialistas, o brasileiro deve aproveitar o momento para colocar no carrinho o que deixou de lado no último ano. Além, é claro, dos produtos eletrônicos (como computadores, celulares, jogos eletrônicos), que já são os queridinhos da tradicional campanha.

"Com o avanço da vacinação e a retomada da circulação das pessoas, há uma expectativa de crescimento da demanda por roupas, sapatos, transportes, passeio e turismo. Bares e restaurantes devem ter alta de faturamento. E serviços de delivery, de forma geral, devem permanecer em alta até pela mudança de hábitos de consumo com a pandemia", acrescenta Ana Beatriz Moraes, economista e professora do Ibmec RJ.

Um levantamento feito pela Conversion e que consultou 400 brasileiros conectados à internet mostrou que, em 2020, 76,50% dos brasileiros realizaram compras na data, enquanto para 2021, a expectativa é de que esse número suba para 87,75%.

Muitos desses brasileiros devem aproveitar a data par a antecipar compras de Natal, conta Ulysses Reis:

"Desde 2017, virou uma opção para o consumidor antecipar a compra de Natal para a Black Friday, a fim de economizar. A maioria das pessoas compra três presentes para o fim do ano, e deve antecipar ao menos um nesta campanha."

O que fazer antes do evento

Avalie

Avalie antes quanto você tem de reserva financeira para este evento ou quanto pode comprometer da sua renda futura, comprando no crédito.

Pesquise

Pesquise marcas e reputações dos itens de desejo. Recorra a listas de melhores produtos da categoria e leia sobre os prós e os contras.

Organize

Com os produtos desejados listados. Uma boa dica também é guardar links e o nome deles na ficha técnica, em um único lugar, para agilizar a consulta na Black Friday.

Leia Também

Siga

Busque grandes lojas nas redes sociais (e atenção, as páginas oficiais costumam contar com selo de verificado) para receber promoções em primeira mão. Além disso, você cria um primeiro bloqueio contra perfis falsos criados para enganar vítimas durante a campanha.

Análise

Pelos perfis nas redes sociais, também busque entender quais serão as estratégias das marcas: se farão promoções ao longo do mês, nas madrugadas, só no aplicativo ou no site, entre outras opções.

Cadastre-se

Esses sites podem ser bons aliados para obter ainda mais descontos. E ao se cadastrar neles, você pode receber avisos de ofertas quentes para aproveitar.

Proteja-se

Baixe um antivírus com módulo de proteção contra sites falsos e mantenha-o atualizado a tempo da Black Friday.

Conheça sites para monitorar preços

Muitos comparadores online de preços têm históricos de até seis meses dos produtos, o que lhe permitirá distinguir fraudes e promoções reais. Além disso, oferecem o serviço de alerta, no qual o consumidor pode pedir para ser avisado quando um preço for atingido no comércio eletrônico. Assim, você não perderá promoções que ocorram ao longo do mês.

Bondfaro

https://www.bondfaro.com.br/

Buscapé

https://www.buscape.com.br/

Zoom

https://www.zoom.com.br

JáCotei

https://www.jacotei.com.br.

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