Ministério da Economia amanheceu com dizeres
divulgação/MST
Ministério da Economia amanheceu com dizeres "Guedes no paraíso e o povo no inferno"

Manifestantes ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST) picharam a sede do Ministério da Economia, nesta quinta-feira (07), em protesto contra o ministro Paulo Guedes. A lateral do prédio foi encontrada com escritos: "Guedes no paraíso e o povo no inferno" e "Guedes lucra com a fome".

O protesto foi realizado após Guedes ser acusado de manter uma empresa offshore mesmo ocupando cargo no governo federal. A denúncia foi feita após a investigação Pandora Papers, feita pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).

Integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e de outros grupos e movimentos sociais também realizaram manifestações na frente do Ministério, cobrando explicações do agente público em relação ao caso. O grupo espalhou dólares falsos cheios de sangue no local, e levou ossos como protesto sobre a miséria e fome agravadas pelo aumento no preço dos alimentos.

A integrante da coordenação nacional do MST pela juventude, Jailma Lopes, mostrou indignação com o caso em meio à crise econômica que o país enfrenta. Manifestantes também ressaltaram o aumento da fome do Brasil, além da alta inflacionária, os reajustes nos combustíveis e o preço do gás de cozinha.  

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"Esse escândalo foi descoberto no momento em que o Brasil passa por uma das maiores crises sanitárias, econômicas e institucionais junto à falta de atuação do Ministério da Economia, que não tem trabalhado para a melhoria da qualidade de vida da população. Nenhuma das principais promessas de Guedes, como a do crescimento em V, foram cumpridas", disse Jailma, em comunicado à imprensa.

"Nosso país tem cerca de 20 milhões de pessoas que passam fome e são mais de 14 milhões desempregados, enquanto o ministro da economia lucra milhões de dólares com investimentos em paraísos fiscais no exterior", completou.

Guedes nega movimentação de conta

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que não movimenta sua empresa no exterior desde que assumiu o cargo no governo federal. Guedes disse ter declarado a empresa nas Ilhas Virgens Britânicas à Receita Federal e que não obteve lucros com decisões monetárias do país.

O chefe da pasta econômica deverá prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados e ao Senado. Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal de Contas da União (TCU) também devem abrir apurações preliminares sobre o caso.

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