Crise hídrica: fenômeno climático pode manter 'sufoco' nos reservatórios em 2022

'La Niña' diminui a temperatura de águas no Oceano Pacífico e provoca menos chuvas

La Niña afeta o regime de chuvas no Brasil
Foto: Alex Falcão/Futura Press
La Niña afeta o regime de chuvas no Brasil

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) preveem um 2022 tão difícil quanto 2021 no quesito racionamento. Isso porque o fenômeno La Niña manteria o baixo volume de chuvas.

A ocorrência do evento, contrário ao El Niño, esfria as águas do Oceano Pacífico e consequentemente causa menos chuvas. 

O estudo do ONS anunciado nesta quinta-feira (11) fez com que o governo acelerasse o reforço da contratação de térmicas emergenciais, que encarecem a produção de energia.

"Para não ficar no sufoco e ter alguma chance de recuperar os reservatórios precisamos contratar mais geração", disse o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi à Folha.

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O mercado vê com preocupação a contratação emergencial porque indicaria um encarecimento ainda maior da fatura de energia. 

"A geração de energia cai na conta do consumidor. Evidentemente que a geração de energia é para os consumidores", afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, quando questionado sobre os custos das térmicas em entrevista após a cerimônia em Janaúba (MG).

"Vamos fazer contratos de cinco anos e isso vai proporcionar baixar o custo dessa energia", completou.