Em maio, a Pnad registou 14,6% de desempregados
Reprodução / CUT
Em maio, a Pnad registou 14,6% de desempregados

A crise no mercado de trabalho começa a dar pequenos sinais de recuperação no pós-pandemia. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE, divulgada nesta terça-feira, mostram que a taxa de desemprego ficou em 14,1% no trimestre encerrado em junho.

Isso significa que cerca de 14,4 milhões de pessoas estavam em busca de uma oportunidade no segundo trimestre do ano.

Ao todo, falta trabalho para 32,2 milhões de brasileiros. É a chamada mão de obra desperdiçada no país, que engloba o contigente de desempregados; pessoas com jornada inferior a 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar mais; desalentados (quem não procurou vaga por avaliar que não encontraria uma oportunidade) e os que gostariam de trabalhar, mas se veem impedidos por outros fatores, como cuidar de uma criança ou de um parente.

Pnad X Caged

A Pnad considera vagas formais e informais e apresenta dados trimestrais. Já as informações do Caged refletem números mensais apenas de empregos formais.

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A Pesquisa do IBGE também considera trabalhadores por conta própria e funcionários públicos, ao passo que o Caged só considera aqueles que trabalham com carteira de trabalho assinada.

Recuperação gradual

Economistas avaliam que, na medida em que a economia dá sinais de recuperação e a vacinação avança no país, mais pessoas voltam a procurar emprego.

Com isso, a expectativa é que o país conviva com níveis elevados de desocupação por bastante tempo, já que há um descompasso entre oferta e demanda de mão de obra.


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