Jair Bolsonaro prometeu mais redução em alíquotas sobre diesel
Divulgação/Palácio do Planalto/Alan Santos
Jair Bolsonaro prometeu mais redução em alíquotas sobre diesel

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a prometer, nesta sexta-feira (06), a isenção de impostos federais sobre o diesel em 2022. A declaração foi divulgada por um site bolsonarista e engloba falas desta sexta-feira e da última quarta-feira (04) com apoiadores.

A proposta do governo federal visa atender demanda de caminhoneiros e reduzir a pressão da categoria sobre o Palácio do Planalto. Um dos maiores apoiadores de Bolsonaro nas eleições de 2018, os caminhoneiros se dizem desrespeitados pelo governo e se mobilizam, desde o início do ano, para realização de uma greve maior do que a registrada há três anos.

“Sabemos que o combustível está em um preço, no meu entender, caro. Temos que buscar maneiras de reduzir o máximo possível. Eu não gosto de falar em promessas, mas eu gostaria de zerar o imposto federal do diesel a partir do ano que vem. Não posso garantir que será feito, digo, não é uma promessa, é um estudo”, afirmou. 

“Tem que ter uma fonte alternativa para compensar. Acho que ontem apareceu uma luz para a gente zerar a partir de janeiro do ano que vem. Não vou garantir”, completou Bolsonaro, se referindo a necessidade de compensar a redução de despesas para não ser penalizado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. 

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O aceno, no entanto, ainda é precário, segundo líderes da categoria. Em junho, o líder do movimento grevista de 2018, Wallace Landim, o governo não atendeu as demandas da categoria e dificultou o trânsito de líderes no Planalto.

“Nós reconhecemos o trabalho dos caminhoneiros, não só durante a pandemia, bem como em outros momentos. Vocês são essenciais para transportar nossas riquezas pelos quatro cantos do Brasil”, rebateu o presidente.

Em conversa com apoiadores, Bolsonaro voltou a criticar e responsabilizar governos estaduais pelo alto valor dos combustíveis. Segundo o presidente, as cobranças de ICMS e margem de lucro dos postos provocam aumento no preço nas bombas. 

"Reconhecemos a dificuldade financeira dos Estados, mas, acima do Estado, da União, está o povo que nos mantém. Quando a gente reduz (o combustível) na refinaria, na bomba não diminui", disse.

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